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Guga destaca longevidade de Federer e do Big 3
30/09/2022 às 18h10

Guga foi o único brasileiro a vencer Federer pelo circuito da ATP

Foto: Torin Zanette

São Paulo (SP) - Na semana seguinte à despedida de Roger Federer das quadras, Gustavo Kuerten enalteceu a longevidade e a carreira vitoriosa do suíço, que disputou seu último torneio profissional aos 41 anos. Tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo, Guga jogou até os 31 anos, em 2008, e destacou o fato de a geração atual ter tido a oportunidade de prolongar a carreira por muito mais tempo, citando também os exemplos de Rafael Nadal e Novak Djokovic.

"Esses caras têm o benefício que eles estenderam a régua da longevidade pelo dobro do tamanho. Antes se jogava tênis por oito ou dez anos, e eles foram a 20 anos de carreira", disse Guga, durante encontro com jornalistas na última quinta-feira em São Paulo.

"É um ciclo que termina, mas ao mesmo tempo são diversos outros que aparecem, com inúmeras possibilidades, acrescentou o brasileiro, que liderou o ranking da ATP por 43 semanas. "A gente olha muito mais pelo lado positivo, pelo benefício de ter recebido tudo isso. Mas eles são únicos. Ganhar 20 títulos de Grand Slam, cento e poucos torneios e ser número 1 do mundo infinitamente... Tudo isso é privilégio para pouquíssimos". 

Guga foi o único brasileiro a vencer Federer pelo circuito da ATP, liderando o retrospecto de confrontos entre eles por 2 a 1. Ele também destacou o fato de o suíço ter convidado o amigo e rival Rafael Nadal para ser seu parceiro de duplas em seu jogo de despedida. "O que eu achei magnífico foi destacar o adversário não só como concorrente, mas como uma inspiração. O Federer foi importante para o Nadal se tornar um tenista ainda mais grandioso".

"Sempre me perguntam sobre como seria um jogo meu contra o Nadal, que nunca aconteceu. Seguramente, se eu tivesse enfrentado, teria a chance de melhorar cada vez mais do que com os desafios que eu vivenciei", afirmou o catarinense.

"Essa despedida traz uma sensação de pesar e de tristeza, porque essa sensação de voltar a uma quadra em uma final de Grand Slam não volta mais", comentou. "Toda essa experiência humaniza. Ali a gente se sente muito mais perto do menino Federer, do garoto que eu acompanhei no juvenil já com muito sucesso até chegar a número 1 do mundo, mantendo um nível de educação e profissionalismo irretocável. Esse é o tamanho do que a figura dele representa. Vai muito além dos títulos".

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