
São Paulo (SP) - Ainda cumprindo suspensão preventiva, após ser pega no antidoping com duas substâncias anabolizantes, a paulista Beatriz Haddad Maia deverá conhecer em breve a data do seu julgamento. Segundo apurou TenisBrasil, a expectativa é que a data seja definida ainda neste mês de dezembro.
Bia continua afastada do circuito e enquanto não pode disputar torneios vai tocando a vida. A paulista de 23 anos vem fazendo condicionamento físico preventivo enquanto faz estudos universitários e aulas de violão. Recentemente, através das redes sociais, ela reforçou sua inocência e se defendeu dizendo que sempre jogou limpo.
Segundo pessoas próximas à atleta, o problema na coleta da amostra de urina feita no torneio de Bol, na Croácia, no dia 4 de junho, alegado pela defesa da tenista, não foi aceito pela ITF e por isso o advogado de Bia teve que mudar o foco da argumentação, usando uma possível contaminação cruzada em suplementos vitamínicos como explicação.
Relembre o caso do doping de Bia
Bia teve doping divulgado no dia 23 de julho, quando a ITF publicou um comunicado informando que a brasileira havia falhado em um exame de urina feito durante a disputa do torneio de Bol, na Croácia. Foram encontradas duas substâncias anabolizantes, SARM S-22 e SARM LGD-4033, ambos moduladores seletivos do receptor de androgênio.
Comunicada do resultado em 12 de julho, Bia teria 10 dias para solicitar sua defesa perante o Júri independente do Programa Antidoping e assim continuar competindo. Como não fez, a suspensão se tornou automática a partir de 23 de julho. Caso não consiga provar inocência, ela perderá todos os pontos e a premiação conquistada entre a data do exame e da suspensão.
A contraprova confirmou o resultado inicial, mas depois ela teve divulgado o resultado do teste feito durante Wimbledon, que deu negativo. Dias mais tarde veio à tona um problema no processo de coleta da amostra que testou positivo, que acabou se tornando a base primária da defesa. De acordo com a apuração de TenisBrasil, a ITF não aceitou o argumento e agora a ideia da defesa é alegar contaminação cruzada, como aconteceu com Thomaz Bellucci e a juvenil Carolina Salge.