
Se o formato pouco usual da contagem dos pontos e games ainda é tema de debate entre estudiosos, assim como o surgimento do termo "tênis" traz teorias não conclusivas, o uso do termo 'love' em língua inglesa para determinar o 'zero' do placar, tanto parciais dos games como na contagem dos sets, jamais achou consenso entre os historiadores.
A teoria predominante é que o termo teria vindo da origem francesa do jogo. Como o zero tem forma elíptica, lembra um ovo, que é chamado “l óeuf” em francês. Os ingleses, então, ao ouvir a expressão, teriam adaptado o som para “love”. A principal base para essa teoria é o críquete, tem usava a expressão “duck´s egg” para indicar a falha de um batedor.
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No entanto, surgiram controvérsias para essa hipótese e a principal delas é que o tênis antigo jamais usou um placar para anotar o andamento do jogo. Mais grave ainda, não existe qualquer menção na literatura francesa de que “l´ouef” significava não ter escore.
Assim, surgiram novas hipóteses. Uma das possibilidades é que o termo derivaria de uma expressão holandesa: "iets voor lof doen", que significa fazer algo por puro prazer e não por recompensa financeira.
Estudiosos da língua discordam e afirmam que o uso de “love” tem explicação na própria etimologia da palavra, já que seu uso como sinônimo de “nada” é muito antigo no Inglês.
No longínquo ano de 971, por exemplo, já se usou a expressão “neither for love nor money”. Na literatura mais moderna, a primeira frase aplicada ao esporte aparece em 1678, como “play for love and money too”. Em 1913, um articulista escreveu que “let´s play for love” seria muito usual na língua inglesa e que provavelmente teria sido adotado quando o jogo começou por lá.
Vale observar que o 'love' foi adotado no tênis desde que Wimbledon introduziu a prática moderna, a partir de 1877, seguindo as regras estabelecidas pelo conselho de Marylebone, em 1875.
* Trechos extraídos do livro "Entenda o Tênis", do mesmo autor