
Londres (Inglaterra) - Saiu nesta segunda-feira a decisão da ITF a respeito do antidoping positivo do chileno Nicolas Jarry, que foi pego com Ligandrol (SARM LGD-4033) e Stanzolol, substâncias enquadradas na categoria de agentes anabólicos pela Agência Mundial Antidoping (Wada), em um exame de urina realizado no dia 19 de novembro de 2019.
Acusado de ferir o regulamento antidoping, o chileno de 24 anos recebeu uma suspensão provisória em 14 de janeiro de 2020, dez dias após o resultado do exame, realizado em laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) em Montréal. Ele se defendeu alegando contaminação cruzada em suplementos brasileiros.
A ITF aceitou a explicação de Jarry e levou em consideração ser sua primeira violação, mas mesmo assim o sentenciou a 11 meses de suspensão, com início em 16 de dezembro de 2019. A entidade ainda destacou os sucessivos casos de doping por contaminação na América do Sul, que só em brasileiros já atingiram o gaúcho Marcelo Demoliner e os paulistas Thomaz Bellucci e Beatriz Haddad Maia.
“É evidente que o consumo de suplementos personalizados, em particular aqueles feitos em farmácias compostas na América do Sul, acarreta um grau significativo de risco para esportistas sujeitos às regras antidopagem. A ITF adverte a todos que tomem extrema cautela ao considerar a possibilidade de usar suplementos”, finalizou o comunicado da entidade.