
Miami (EUA) - Nesta sexta-feira se completa três meses desde que o circuito foi totalmente suspenso. No começo, a preocupação era algo mais pontual e os eventos que estavam em disputa, somente de nível challenger para baixo, acabaram cancelados, bem como Indian Wells, que estava às vésperas de começar.
Foi em uma quinta-feira 12 de março que o tênis mundial se movimentou pela última vez. No momento eram disputados 10 eventos ITF no feminino, entre eles o US$ 25 mil de Olímpia, no interior de São Paulo, 12 ITF masculinos, além dos challengers de Nur-Sultan e Potchefstroom.
Aos poucos o mundo foi tomando melhor conhecimento sobre o coronavírus, a doença ganhou status de pandemia e então começaram a vir os cancelamentos em bloco. Primeiro começou com Miami, em seguida veio a primeira parte da temporada de saibro e depois a segunda, com o adiamento de Roland Garros para o fim de setembro.
O choque foi quando a pandemia atingiu a temporada de grama e acabou chegando a Wimbledon, até então o único Grand Slam que não acontecerá em 2020. O tradicional evento no All England Club não passava um ano em branco desde a II Guerra Mundial.
Por enquanto já foram cancelados 31 eventos ATP e mais 21 WTA, contando os torneios de Madri e Roma que ainda podem voltar ao calendário na preparação para Roland Garros. Os dois inclusive aparecem em uma versão prévia divulgada somente para as tenistas da WTA. A definição sobre o retorno dos dois circuitos deverá acontecer na próxima segunda-feira.