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Vitória do ano passado dá confiança para Murray
07/06/2017 às 18h49

Britânico tenta repetir a vitória sobre Wawrinka na semi de Roland Garros

Foto: Divulgação

Paris (França) - Assim como já havia acontecido na temporada passada, Andy Murray e Stan Wawrinka vão se enfrentar por vaga na final de Roland Garros. Vencedor do duelo em 2016, Murray se apoia no retrospecto para atingir sua 12ª decisão de Grand Slam na carreira.

"Quando nós jogamos no ano passado, a situação era parecida com a de hoje, Stan vinha jogando muito bem e eu tive dificuldades em alguns dos meus jogos durante o torneio", disse Murray, que tem dez vitórias e sete derrotas contra Wawrinka.

"Mas fiz um dos meus melhores jogos uma quadra de saibro naquele dia para conseguir a vitória. Preciso fazer o mesmo novamente", avaliou o britânico, que levou a melhor naquele duelo de quatro sets. Foi a primeira vez em quatro encontros que ele superou o suíço no saibro.

"Ele tem jogado muito bem e não perdeu nenhum set até aqui", lembrou o líder do ranking. "Vai ser um jogo muito difícil. Mas eu posso aprender algumas coisas com o jogo do ano passado e tenho certeza de que ele também irá, e tentará mudar algumas coisas. Será uma partida interessante".

Após a vitória por 2/6, 6/1, 7/6 (7-0) e 6/1 sobre Kei Nishikori, o britânico falou sobre a retomada da confiança. "À medida que você vai vencendo, você ganha confiança. Eu não senti que joguei um ótimo tênis hoje, mas dei um grande passo na direção certa".

"Qualquer um pode ganhar uma partida quando joga bem, mas vencer quando você não está jogando o seu melhor é mais impressionante. Então, fico feliz com isso", comenta o número 1 do mundo, que agora tem nove vitórias em onze jogos contra Nishikori.

Murray vinha de altos e baixos na temporada de saibro, com apenas quatro vitórias no piso antes do Grand Slam francês. "Se antes do torneio alguém tivesse me dito que eu chegaria na semifinal, eu agradeceria, porque não estava jogando bem. Nem mesmo os treinos eram bons".

O escocês de 30 anos também comentou sobre uma advertência recebida pelo árbitro Carlos Ramos no início do segundo set. Com o placar empatado por 1/1 e o game em 40 iguais, ele foi obrigado a trabalhar com o segundo serviço pela demora para sacar.

"Aquele foi um momento crítico da partida porque ele começou muito melhor do que eu e também teve chances no início do segundo. E então, a partir daí, comecei a jogar um pouco melhor", conta Murray, que venceu cinco games seguidos depois do incidente para empatar a partida desta quarta-feira e rumar para a virada.

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