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Roddick e Clijsters são admitidos no Hall da Fama
22/07/2017 às 22h15

Newport (EUA) – O norte-americano Andy Roddick e a belga Kim Clijsters foram admitidos neste sábado no Hall Internacional da Fama, em Newport. Roddick disse que estava honrado de ter jogado na era dos “Big Four”, mas também admitiu que eles lhe causaram muita frustração na carreira. O campeão do US Open em 2003, seu único título de Grand Slam, contou como era competir com Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray. “Não acredito no nível do tênis que vi em minha carreira”, disse o ex-número 4 do mundo. 

“Os golpes, os recordes quebrados e os recordes que continuam sendo superados. Obrigado a Murray, Novak, Roger e Rafa por jogarem tênis em tão alto nível. Era chato ficar no vácuo de vocês muitas vezes.” Mas Roddick acrescentou em seguida: “Ainda assim me acho sortudo. Eu fui ala de Jordan, fui longe com Ali, eu arremessei para Babe Ruth. Acho que sei como deve ter sido olhar Picasso. Eu vi tudo.” Roddick foi vice-campeão em Grand Slam quatro vezes, todas diante de Federer: três vezes em Wimbledon e uma no US Open. Em 2009 na final de Wimbledon, Roddick perdeu de Federer em duelo épico de 5 sets, com 16-14 no set decisivo.

Clijsters, por sua vez, é detentora de quatro títulos de Grand Slam, três deles depois de voltar da aposentadoria em 2009, após o nascimento de sua filha. "Isto é realmente especial não apenas para mim, mas para toda a minha família”, comentou a belga, enquanto era observada por seu marido e filhos.   

A carreira de Clijsters, de 33 anos, durou 15 anos, distribuídos em duas fases, antes e depois da aposentadoria. A ex-número 1 do mundo ganhou 41 títulos de simples da WTA. Ela ganhou o Aberto dos Estados Unidos em 2005, 2009 e 2010 e o Aberto da Austrália em 2011, aposentando-se pela segunda vez em 2012. "Parece uma vida completamente diferente que tenho. Estou aposentada há 5 anos já. Sou mãe, tenho filhos, apoio a carreira de Brian. Você meio que esquece sua vida passada e essas coisas do tênis. Então, estar nesta posição e ser honrada é muito especial.” Clijsters tornou-se a 12ª e a primeira belga número 1 do mundo em 2003, mantendo a posição por 19 semanas no total. Sua consistência no topo do jogo foi sua marca registrada. Em uma época que tinha Serena Williams, Venus Williams, Lindsay Davenport e Justine Henin, Clijsters ficou no Top 5 por 250 semanas. Ela é apenas uma das seis jogadoras que lideraram simultaneamente o ranking de simples e de duplas.

Também foram admitidos no Hall da Fama a holandesa campeã paraolímpica Monique Kalkman-van den Bosch, ganhadora de três medalhas de ouro e quatro títulos mundiais, o cronista de tênis Steve Flink e o técnico Vic Braden.

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