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Radwanska é contra a redução nos cabeças de chave
19/12/2017 às 10h32

Polonesa contesta a proposta de reduzir o número de favoritas para apenas 16 nomes

Foto: Arquivo

Dubai (Emirados Árabes) - A proposta de reduzir o número de cabeças de chave nos Grand Slam a partir de 2019 foi criticada por Agnieszka Radwanska. Ex-número 2 e atualmente no 28º lugar do ranking, a polonesa expôs seus argumentos contrários à intenção da ITF de deixar os quatro maiores torneios do calendário com apenas 16 cabeças de chave e não mais 32 como é atualmente.

"Para ser honesta, eu não acho que seja uma boa idéia. Não sei por que eles querem mudar isso. Não sei o que há de errado com o que tivemos até agora", disse Radwanska em entrevista ao site Sport360º.

"Acho que ter 32 cabeças de chave é bom. Estamos falando de um Grand Slam. Então por que você tem que jogar contra alguém que é 17 do mundo na primeira rodada em vez de jogar nas oitavas?", acrescentou a polonesa, que está fazendo pré-temporada em Dubai.

"Não tenho certeza se isso é justo, especialmente que você trabalha muito para ser cabeças, incluindo aqueles que estão entre 16 e 32, e não tenho certeza se é uma regra boa", explica a jogadora que não seria cabeça no próximo Australian Open se a regra já fosse aplicada em 2018.

Radwanska começou a temporada na terceira posição do ranking, mas perdeu espaço por conta de uma lesão no pé direito e de problemas de saúde. Até por isso, ela entende que mesmo como o formato atual alguns confrontos entre dois grandes nomes nas fases iniciais são inevitáveis e não precisam ser estimulados.

"Com certeza, haverá boas jogadoras com ranking mais baixos por causa de alguma coisa. Nós não somos máquinas, então todo mundo vai se machucar mais cedo ou mais tarde, ou ficar doente, ou não jogar por algum tempo, então sempre haverá esse tipo de jogo", explicou Radwanska, que citou o exemplo da primeira fase do US Open entre Simona Halep e Maria Sharapova.

"Mas se houver uma chance de evitar que eles aconteçam já na primeira rodada, por que não ter 32 cabeças? Talvez isso seja bom para a TV, porque todos ficam entusiasmados com esse tipo de primeira rodada (Halep v Sharapova). Mas não acho que as jogadoras estavam felizes com isso. Ninguém quer ter esse tipo de primeira rodada. Mesmo quem vencer".

A jogadora de 28 anos também destacou a competitividade do circuito feminino. Para ela, existem jogadoras menos conhecidas e de ranking mais baixo com totais condições de equilibrar as partidas contra as favoritas. E que por isso não haveria necessidade de forçar mais encontros entre as principais favoritas já nas primeiras fases. "Ainda há muitas jogadoras boas e que são muito perigosas para a primeira rodada sem ter um ranking tão alto, então você ainda pode ter rodadas duras com 32 cabeças de chave. Não precisa ser assim".

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