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Sharapova quer jogar até as Olimpíadas de 2020
24/12/2017 às 16h32

Sharapova terá 33 anos durante as Olimpíadas de Tóquio em 2020

Foto: Arquivo

Berlim (Alemanha) - Aos 30 anos e de volta ao top 100 do ranking mundial, Maria Sharapova se prepara para uma nova etapa de sua carreira. A ex-número 1 do mundo, que inicia a próxima temporada na cidade chinesa de Shenzhen, falou sobre seu atual momento ao jornal alemão Bild. Perguntada sobre seus planos a longo prazo e se ela se vê jogando até os 36 anos com Serena Williams, Sharapova traçou uma meta um pouco mais próxima.

"Eu não posso imaginar isso agora, mas você nunca deve dizer nunca. Eu gostaria de competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020. Mas se isso não acontecer, eu não ficaria desapontada", disse Sharapova que foi medalhista de Prata nos Jogos de Londres em 2012 e que não jogou no Rio de Janeiro, no ano passado. Ela terá 33 anos durante as Olimpíadas do Japão.

Depois de cumprir quinze meses de suspensão por uso da substância proibida meldonium, Sharapova acredita que amadureceu bastante durante o tempo que ficou longe das quadras. "Eu sempre fui uma pessoa forte. É assim que eu me vejo e que sou vista. Quando não tive permissão para jogar, eu aprendi que era bom se sentir mal e sozinha".

"Eu escrevo a mim mesma e às vezes mantenho diários. Mas na fase da suspensão, foi difícil colocar as coisas no papel. Muitas pessoas ao meu redor me disseram que cresci como pessoa durante o período da suspensão", comentou a jogadora, que aparece atualmente no 59º lugar do ranking mundial.

A russa também contou sobre como lidou com as emoções antes do jogo contra Roberta Vinci, em abril deste ano pelo Premier de Stuttgart, quando enfim retornou às quadras. "Eu já havia jogado aquela partida na minha mente. Na noite anterior, eu dormi melhor do que nunca. Imaginei todos os cenários e estava pronta. Senti tudo normal em quadra. Mas foi chocante estar novamente em uma competição, porque é uma coisa que você não consegue treinar".

A ex-número 1 do mundo foi crítica ao ser questionada sobre as mudanças que a ITF promoverá em termos de premiação e regras nos Grand Slam em 2018 e da proposta para reduzir o número de cabeças de chave a partir do ano seguinte.

"A importância do tênis continua crescendo e assim deve ser, mas os jogadores e jogadoras, infelizmente, não são incluídos nas conversas sobre essas mudanças. Eu mesma fiquei sabendo das novidades para 2018 pela internet e isso não pode ser o certo".

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