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Flagrado no antidoping, Bellucci cumpre suspensão
04/01/2018 às 17h36

Volta do paulista às quadras será no ATP 250 de Quito

Foto: Divulgação

São Paulo (SP) - Afastado das quadras desde o US Open, Thomaz Bellucci anunciou nesta quarta-feira que foi flagrado em exame antidoping, que resultou em suspensão de cinco meses. Bellucci testou positivo para a substância hidroclorotiazida, diurético encontrado em um suplemento multivitamínico contaminado.

A hidroclorotiazida é proibida pela WADA e pela ITF por ser agente mascarante. Como está sem jogar desde agosto, a suspensão terminará no dia 31 de janeiro. Dessa forma, ele poderá voltar às quadras no ATP 250 de Quito, que começa no dia 5 de fevereiro.

Bellucci foi submetido ao exame antidoping no dia 18 de julho, durante o ATP 250 de Bastad, na Suécia, em que foi eliminado na estreia. O atleta consumia um polivitamínico sob recomendação médica para auxiliar em sua recuperação física. O uso do suplemento tem a ver com a sudorese excessiva do tenista, já diagnosticada por seus médicos.

"Jamais tomei qualquer tipo de suplemento ou substância que fosse me favorecer ou infrigir as regras do fair-play", disse Belluci por meio de comunicado oficial. "Nunca poderia imaginar que um multivitamínico feito em uma farmácia de manipulação pudesse sofrer contaminação cruzada em doses mínimas".

"Isso veio justamente em um momento em que eu estava me recuperando de lesões no tornozelo e fazendo uma transição importante para a minha carreira, de me mudar para a Flórida e montar uma base de treinamento lá para atingir o meu máximo potencial no circuito nos próximos anos", lamentou o paulista, que completou 30 anos em dezembro.

Bellucci foi notificado no dia 18 de setembro, quando ainda se recuperava da lesão e se preparava para disputar o ATP de Shenzhen, na China. Ele então retornou ao Brasil para tratar do tornozelo e apresentar sua defesa. "Tinha tanta certeza da minha inocência que parei tudo para cuidar disso".

Frascos do multivitamínico foram enviados por Bellucci para um laboratório nos Estados Unidos e para outro em Montréal, no Canadá, certificado pela WADA, que comprovaram a contaminação em diversos frascos. Além disso, o tenista fez voluntariamente exames de urina e cabelo fora do país para comprovar que não usou nenhuma substância proibida para melhora de performance ou drogas sociais. Os resultados foram negativos e aceitos pela ITF, que atestou o consumo não intencional da substância e lhe deu uma pena branda.

"Após longa análise dos fatos pela ITF, a entidade optou por uma pena branda de cinco meses, o mínimo possível em um caso desses que poderia ser de até quatro anos", disse o advogado Pedro Fida, especialista em doping e sócio do Bichara e Motta Advogados.

"Foram levadas em consideração a diligência e a reputação do Thomaz, bem como todas as provas médicas e científicas apresentadas, somadas ao uso não intencional da substância e a ausência de melhora de performance", explicou Fida. "A decisão final foi tomada no dia 31 de dezembro sem necessidade de ida ao tribunal. Alcançou-se um acordo entre as partes".

A suspensão de cinco meses teve início no dia 1º de setembro de 2017 e terminará no dia 31 de janeiro de 2018. Bellucci perde os 90 pontos no ranking, ganhos no ATP de Bastad e premiação em dinheiro de 4.875 euros em simples e 3.720 euros em duplas. Todos os resultados e premiação após o torneio de Bastad, inclusive do US Open, foram mantidos. Parceiro de duplas e técnico do paulista, André Sá também não terá desconto em pontos ou premiação.

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