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Expectativas de Federer são maiores este ano
14/01/2018 às 11h35

Suíço inicia o Australian Open como número 2 do mundo. Ele era o cabeça 17 no ano passado.

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Atual campeão do Australian Open e dono de cinco títulos no primeiro Grand Slam do ano, Roger Federer chega a Melbourne com expectativas maiores que as do ano passado. Afinal, na última temporada o suíço retornava de uma lesão e cirurgia no joelho esquerdo, que o tirou de quadra por seis meses e buscou o título mesmo entrando como 17º do ranking.

Em 2018, Federer aparece como o número 2 do mundo e tem até chances de retomar a liderança do ranking caso conquiste o título e veja o rival Rafael Nadal cair antes das quartas de final. Diante de um cenário bastante distinto em relação à última temporada, o suíço espera ainda mais de si mesmo na busca pelo vigésimo título de Grand Slam.

"É totalmente diferente. Este ano eu espero passar pelas primeiras rodadas e já pegar um embalo para a sequência do torneio, enquanto no ano passado eu apenas esperava vencer cada jogo. Era como se eu pensasse 'vamos ver o que acontece', que talvez seja parecido com o que Novak [Djokovic] ou Stan [Wawrinka] estejam passando neste ano", disse Federer aos jornalistas neste domingo em Melbourne.

"Se você estiver na chave, você se dá uma chance. Foi o que aconteceu para mim no ano passado. Tudo acabou bem melhor do que eu imaginava. Foi o torneio do ano para mim, com tantos jogos de cinco sets. Não ter expectativas foi bom depois de todos esses anos sempre tendo expectativas, como tenho novamente este ano", acrescenta o suíço, que estreia contra o esloveno Aljaz Bedene.

"É bom que, um ano depois, eu seja o número 2 do mundo e um cabeça de chave alto. Tudo bem que eu tenho mais pontos para defender, mas no ano passado eu corria o risco de sair do top 30. Este ano, isso não vai acontecer", complementou o pentacampeão, que tem 2 mil pontos a defender no primeiro Grand Slam da temporada.

Considerado o favorito por analistas e nas casas de apostas, Federer ressalta que Rafael Nadal e Novak Djokovic são candidatos ao título mesmo que estejam voltando de lesão. "Talvez seja a opinião de algumas pessoas. Mas alguém como Rafa, com o ano que ele teve, e Novak com os seis títulos que ele tem aqui, mesmo que não se saiba como ele está se sentindo, também poderiam ser os favoritos".

Embora tenha tido muitos compromissos extra-quadra durante a última semana, o suíço gostou da preparação que fez para o Australian Open, especialmente se comparada à do último US Open, comprometida por lesão nas costas. "Foi uma semana intensa, com treinos, entrevistas e patrocinadores, mas consegui treinar o tanto quanto eu queria, o que é bom, porque eu não fiz no US Open".

"A Copa Hopman foi uma ótima preparação no ano passado e acho que vai ser útil novamente para mim este ano porque a quadra é exatamente a mesma em Perth e aqui em Melbourne", explicou o suíço, que pela segunda temporada seguida disputou a Copa Hopman na primeira semana do ano.

Aos 36 anos, o suíço falou sobre as lesões que afastam Andy Murray e Novak Djokovic das quadras. O britânico e o sérvio, ambos aos 30 anos, perderam todo o segundo semstre do ano passado, sendo que Murray só deve retornar na temporada de grama em junho. Perguntado se o desgaste físico dos rivais tem a ver com o fato de disputarem pontos mais longos, Federer destaca que a possibilidade de lesão independe de estilo de jogo.

"Acho que o tênis ofensivo também tem muito desgaste no corpo porque ser altamente explosivo, o que é sempre muito difícil. Fazer um jogo mais reativo talvez seja mais físico no sentido de que você precisar de ralis mais longos e passar mais tempo na quadra, mas dá praticamente na mesma. É um ritmo semelhante".

"Falam sobre Murray e Djokovic sendo passadores de bola, mas acho que eles realmente jogam de um jeito bastante agressivo. Mesmo o Rafa está ficando mais perto da linha de base hoje que no passado", explicou o veterano suíço. "As lesões podem ocorrer em um único momento, como quando você termina um saque. E você pensa 'Como isso aconteceu?' Às vezes você simplesmente não sabe. Às vezes, é inexplicável como ocorrem certas lesões".

"Para mim foi uma coincidência. É normal que não se esteja 100% apto e saudável. No momento fala-se mais disso porque os principais jogadores estão machucados, mas há talvez muitos outros jogadores que estejam lesionados e não se fala sobre isso, porque eles jogam na Quadra 25. Acho que isso também faz diferença".

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