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Após queixas, direção irá rever política do calor
21/01/2018 às 00h07

Cornet foi uma das que mais sofreu com o calor

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Na última sexta-feira a temperatura em Melbourne chegou à casa dos 40,2º C e atrapalhou bastante quem precisou entrar em quadra naquele dia no Australian Open. Muitos tenistas reclamaram do calor intenso e dispararam contra a organização do torneio, que manteve as partidas normalmente.

Contudo, por causa de todas as reclamações, a direção do primeiro Grand Slam da temporada afirmou que pretende rever a "Política de Calor Extremo", que é aplicada quando a temperatura passa dos 40º e a umidade atinge certo nível.

"As condições de jogo são estabelecidas antes do evento e isso inclui a Política de Calor Extremo (EHP). Iniciamos a competição com este conjunto de regras e políticas no local e, no interesse de manter uma justiça, não podemos mudá-las no meio", explicou o diretor do torneio Craig Tiley.

O sérvio Novak Djokovic e o francês Gael Monfils, que se enfrentaram na quinta-feira, um dia antes do mais quente deste Australian Open até então, foram diretos e dispararam contra as condições ás quais foram obrigados a jogar. O ex-número 1 do mundo afirmou que eles jogaram no limite do aceitável.

Na sexta-feira, a francesa Alizé Cornet chegou a pedir atendimento médico para medir sua pressão na derrota sofrida para a belga Elise Mertens. Apesar disso, os demais que estiveram em ação pareceram lidar melhor com o tempo quente australiano.

"Proteger nossos jogadores e a justiça do embate é fundamental nessas condições e também um desafio. Trabalhamos em estreita colaboração com a nossa equipe médica para garantir que os jogadores consigam a melhor preparação para as condições. No final de cada Australian Open sempre revisamos nossas políticas e procedimentos e o EHP não é exceção", observou Tiley.

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