Notícias | Dia a dia | Australian Open
Chung: 'No último game, muita coisa veio à cabeça'
24/01/2018 às 12h01

Sul-coreano admite que pensou na possibilidade de fazer história durante o jogo

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Primeiro tenista sul-coreano a alcançar uma semifinal de Grand Slam, Hyeon Chung admite que muitos pensamentos passaram por sua cabeça nos momentos finais da partida diante do norte-americano Tennys Sandgren pelas quartas de final do Australian Open. Ele agora se prepara para enfrentar Roger Federer na próxima sexta-feira.

"No último game, muitas coisas vieram à cabeça. Se eu ganhasse mais um ponto, eu faria história na Coréia. Tive que ficar calmo porque a partida ainda não havia terminado", disse Chung após a vitória por 6/4, 7/6 (7-5) e 6/3. "Creio que todas as pessoas na Coréia estejam assistindo o Australian Open agora porque fizemos história".

Esta é apenas a oitava vez que Chung disputa a chave principal de um Grand Slam, sendo a terceira na Austrália. O jovem de 21 anos e 58º do ranking reconhece que a incrível campanha, que conta com vitórias sobre Alexander Zverev e Novak Djokovic está além do que esperava.

"Estou realmente surpreso por chegar à semifinais. Eu venci Sascha, Novak e os outros bons jogadores. Nunca havia chegado à segunda semana de um Grand Slam. Então, sim, fiquei muito surpreso", conta o sul-coreano, que tinha como melhor resultado a terceira rodada de Roland Garros, obtida no ano passado.

A respeito da partida com Sandgren, Chung destacou a dificuldade de reencontrar o rival apenas duas semanas depois de enfrentá-lo pela primeira vez. "O jogo de hoje foi muito difícil porque sabíamos como jogar um contra o outro. Jogamos no torneio passado em Auckland, mas apenas tentei manter o foco em quadra e aproveitar o momento. Essa foi a chave para hoje".

Superado nas quartas de final, Sandgren foi só elogios ao jovem algoz. "Ele é um jogador fantástico. Foi a segunda vez que joguei contra ele agora em duas semanas e foi. É um desafio, porque ele faz muitas coisas legais com a forma como ele se move, como ele devolve o saque e como ele joga com o forehand", disse o americano de 26 anos e que também perdeu em Auckland. "Jogar contra ele foi um enigma extremamente difícil de descobrir. Eu não consegui, mas gostei de tentar".

Comentários
Faberg
Roland Garros Series