Notícias | Dia a dia
Wozniacki pode buscar três metas após seu 1º Slam
30/01/2018 às 17h39

Dinamarquesa pode buscar o segundo troféu de Grand Slam e outras façanhas relacionadas à permanência no topo do ranking

Foto: Divulgação
por Mário Sérgio Cruz

Depois de finalmente conquistar o primeiro troféu de Grand Slam de sua carreira e de voltar ao primeiro lugar do ranking, Caroline Wozniacki tem chances de buscar outras façanhas ao longo desta temporada e de seus próximos anos no circuito. A dinamarquesa de 27 anos já mostrou ao longo de sua carreira que é capaz de jogar bem em semanas consecutivas, tanto que já conseguiu mais de sessenta vitórias em quatro temporadas diferentes, incluindo no ano passado. Até por isso, pode ter sucesso em algumas empreitadas que podem crendenciá-la cada vez mais como candidata ao Hall do Fama do Tênis quando parar de jogar.

Confira três façanhas que Wozniacki pode alcançar no futuro:

O segundo Grand Slam: Depois de tirar um enorme peso das costas ao conquistar o Australian Open, Wozniacki pode atuar com uma carga menor de pressão nos próximos Grand Slam que disputar. Embora 48 mulheres já tenham conquistado um troféu de Grand Slam na Era Aberta, apenas 27 tiveram a oportunidade de vencer mais de um título nos quatro maiores palcos do tênis mundial.

As maiores chances da dinamarquesa são no US Open, onde tem dois vice-campeonatos em 2009 e 2014, além de três eliminações na semifinal em 2010, 2011 e 2016. No ano passado, ela também repetiu seu melhor resultado da carreira em Roland Garros ao chegar às quartas no saibro parisiense. Já seu histórico em Wimbledon não é bom e tem uma enorme barreira nas oitavas, fase em que já foi eliminada em seis ocasiões.

Cem semanas como número 1: Na última segunda-feira, Wozniacki iniciou sua 68ª semana na liderança do ranking da WTA. Isso já faz dela a nona mulher que mais tempo ocupou a primeira colocação. A campeã de Melbourne ainda aparece distante de alcançar o nome mais próximo na lista, a norte-americana Lindsay Davenport, que foi número 1 do mundo por 98 semanas. Caso consiga sustentar sua posição por mais 32 semanas, algo que pode ser obtido já no início de setembro, a dinamarquesa se tornará a oitava mulher a acumular cem atualizações do ranking na primeira colocação. 

A alemã Steffi Graf detém o recorde de permanência na liderança do ranking com 377 semanas. Logo depois, aparece Martina Navratilova com 332 semanas no topo. Serena Williams está em terceiro com 319, seguida por Chris Evert com 260, Martina Hingis com 209, Monica Seles com 178 e Justine Henin com 117.

Terceira temporada na liderança: A última marca a ser buscada por Wozniacki em 2018 é voltar a terminar um ano como número 1 do mundo, algo que ela já fez em 2010 e 2011. A dinamarquesa é uma das nove mulheres a encerrar mais de uma temporada na liderança do ranking e está empatada com Monica Seles entre as que conseguiram o feito em duas ocasiões. Caso consiga a façanha, ela seria a oitava jogadora a terminar pelo menos três anos  no topo do ranking e igualaria as marcas de Martina Hingis e Justine Henin.

Novamente, os recordes de Graf e Navratilova são praticamente inatingíveis. A alemã terminou oito temporadas na liderança, a última delas em 1996, enquanto a vencedora de 18 títulos de Grand Slam fehcou sete anos no topo do ranking. Serena Williams e Chris Evert estão empatadas na terceira posição dessa lista com cinco temporadas como número 1 do mundo. Logo depois está Lindsay Davenport que foi a melhor em quatro anos distintos.

Comentários
Loja TenisBrasil
Mundo Tênis