
Londres (Inglaterra) - A Federação Internacional de Tênis (ITF) divulgou nesta quarta-feira a sentença completa a respeito da suspensão de Igor Marcondes. O documento confirma que o paulista de 24 anos e atual 265º do ranking ficará três anos longe do circuito e só poderá voltar a jogar a partir de março de 2025, além de apresentar mais detalhes sobre o caso.
O afastamento de Marcondes se deu por problemas ao informar sua localização às autoridades antidopagem -o que é obrigatório para os jogadores, já que eles também realizam testes fora do período de competições- em três oportunidades durante o ano de 2021. Os exames aconteceriam nos dias 21 de maio, 8 de agosto e 22 de novembro.
Uma informação importante é Marcondes não sofrerá nenhuma desqualificação. Com isso, todos os resultados são mantidos para fins estatísticos e ele também poderá manter a premiação em dinheiro. Ele vivia a melhor fase da carreira, com dois títulos de challenger em Blumenau e Florianópolis nos últimos meses.
No primeiro exame, o tenista havia informado seu endereço em Itajaí, mas havia seguido para a cidade de Criciúma, também em Santa Catarina e admitiu que havia esquecido de atualizar sua localização. Situação parecida ocorreu em novembro, quando foi tentado contato com Marcondes em Itajaí e ele havia se deslocado para Florianópolis para a disputa de um torneio. Já no caso do exame marcado para agosto, o tenista estava na Polônia para jogar um ITF M15 na cidade de Gdynia entre os dias 9 e 15 daquele mês, mas os formulários diziam que ele estava no Brasil.
Acordo para o cumprimento da pena
As duas partes, Marcondes e a ITF, chegaram a um acordo com relação ao período de suspensão que poderia variar entre dois anos e 9 meses até quatro anos. Lembrando que esta já é sua segunda violação ao programa antidopagem. Ele já havia sido suspenso por nove meses pela ITF em 2018, quando testou positivo para a substância proibida hidroclorotiazida, que entrou em seu organismo por contaminação cruzada de suplemento alimentar.
De acordo com o regulamento, nos casos de segunda violação um jogador ao programa antidoping, as possíveis sanções são: A soma das penas entre as duas suspensões ou o dobro da pena da segunda suspensão.
A ITF entendeu que Marcondes agiu de boa fé e não teve a intenção de evitar os testes. Além disso, a pandemia dificultou o agendamento e a administração de calendário dos atletas. A entidade também cita que o inglês não é a primeira língua do jogador e que ele não obteve nenhuma vantagem com os erros.