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Bia busca maior solidez, mas sem queimar etapas
20/02/2018 às 08h00

Bia conversou com a imprensa no primeiro dia do Rio Open

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Principal nome do tênis feminino brasileiro na atualidade, a paulista Beatriz Haddad Maia não tem pressa para dar saltos ainda maiores na carreira. Atual 58 do mundo, sua melhor marca no ranking da WTA, a canhota de 21 anos vai pouco a pouco se solidificando no circuito com resultados cada vez mais expressivos. Embora almeje grandes conquistas, ela prega calma e não quer apressar seu desenvolvimento.

Bia garante que não se amedronta com a pressão que terá neste ano de manter o nível alto. "Não me apego neste lado de defender pontos, gosto de pensar no que tenho que fazer na próxima semana. Assim como a gente defende ponto toda semana, também pode somar e no final do ano acaba dando na mesma. O que me preocupo mesmo é em estar bem fisicamente", afirma a número 1 do país.

"O tênis é muito louco, você vê uma Bencic e uma Bouchard que com 17 ou 18 anos já eram top 20 e hoje a Bouchard para sair do 70 é duríssimo, sendo que ela tem um tênis de top 10. Chegar pode ser bom, mas manter é difícil", destacou.

"Com certeza vai ser um ano de solidificação. Só entro em torneios fortes contra meninas top. Trabalho toda semana para conquistar um título. Tudo tem um tempo para que aconteça, não tenho pressa para ser top 20 no ano que vem, sempre vou dormir tranquila para que isso um dia aconteça, até porque o pessoal está jogando até mais tarde", observou Bia, que cada vez mais vem tendo reconhecimento, tanto junto ao público como em relação às colegas de profissão.

"Sou um pouco mais respeitada, já sabem que eu sou e assim consigo mais fácil uma dupla para treinar", falou a brasileira sobre a relação com as outras tenistas. "Aqui no Brasil o pessoal cria um pouco mais de expectativa torcendo e querendo ver uma brasileira bem no tênis. Estão acompanhando mais jogos do feminino e sabem que temos uma brasileira no top 100", acrescentou Bia falando sobre a fama no país.

Cada vez mais frequente nos principais torneios, Bia tirou lições dos duelos contra os grandes nomes que enfrentou. Foram sete jogos contra top 20 nos últimos 12 meses, com vitória apenas sobre a australiana Samantha Stosur. "A primeira chocante que eu enfrentei foi a Venus (Miami 2017), que quando já era pequena via na TV jogando. Foram testes e senti que contra as meninas que têm mais pegada são as que tenho mais a melhorar, contra a Pliskova tive dificuldade de impor meu jogo".

Bia acredita ter feito um papel melhor contra rivais menos agressivas, ao passo que contra as que vão mais para a bola, como ela própria, as dificuldades foram maiores. "O diferencial delas é ser mais sólida nos momentos importantes e saber manejar melhor os pontos de tensão. Vejo o circuito muito igual, em que uma top 100 pode ganhar de uma top 10", avaliou a 58 do mundo.

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