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'Copa Davis não se resume a dinheiro', diz Hewitt
23/03/2018 às 10h35

Hewitt não gostou nem um pouco das mudanças propostas

Foto: Arquivo

Miami (EUA) - As propostas de mudanças na Copa Davis não foram nem um pouco bem recebidas pelo australiano Lleyton Hewitt, duas vezes campeão da competição como jogador (1999 e 2003) e atual treinador da equipe de seu país. O ex-número 1 do mundo disparou contra as sugestões e defendeu a competição nos moldes que é disputada na atualidade.

"Essa proposta de competição não é a Copa Davis, não dá para chamá-la assim. Você pode perguntar para qualquer um que jogou a Davis nos últimos 50 anos e não é assim que ela deve funcionar. Querem transformar tudo em dinheiro e não em representar o seu país. Isso não faz sentido algum", afirmou Hewitt em entrevista ao jornal The Australian.

Tenista que tem mais vitórias pelo seu país, que mais confrontos disputou e que por mais tempo esteve disponível, o australiano de 37 anos foi de encontro a tentativa da ITF de reduzir o tradicional torneio entre nações em uma Copa do Mundo do Tênis, disputada no fim da temporada por 18 países, em um acordo de US$ 3 bilhões e de 25 anos de duração com um grupo de investimentos.

"Há muitas pessoas que estão frustradas em ver isso e notar que tudo se trata de dinheiro. É um acordo financeiro", disse o australiano, que reclamou de não ter sido informado em momento algum dos planos da ITF antes de tornarem a proposta pública.

Ele ainda alfinetou o presidente da ITF, David Haggerty, dizendo que ele deveria renunciar ao cargo se seu plano for rejeitado no encontro que será realizado em agosto e votará a mudança. "Para mim, Haggerty deveria perder o emprego se não conseguir emplacar sua sugestão. A Federação Australiana com certeza lutará contra essa proposta", finalizou o bicampeão da Davis.

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