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Azarenka propõe mudanças para as mães no circuito
30/03/2018 às 17h46

Ela defende que o ranking protegido possa ser usado por mais tempo

Foto: Divulgação

Miami (EUA) - Depois de jogar seus dois primeiros torneios na temporada, em Indian Wells e Miami, Victoria Azarenka falou sobre as propostas que tem para que a WTA ofereça maior segurança às jogadoras que já são mães. A bielorrussa disputou apenas quatro competições desde o nascimento do filho, Leo, em dezembro de 2016.

A lista de mães no circuito conta atualmente com onze nomes. Azarenka e Serena Williams são os nomes de maior destaque. O grupo que já contava os nomes de Tatjana Maria, Patty Schnyder, Evgeniya Rodina, Katerina Bondarenko, Vera Zvonareva, Casey Dellacqua e Maria José Martínez Sanchez ganhou as companhias de Andreea Mitu e Mandy Minella.

"Já tivemos uma reunião em Miami e propus algumas recomendações. Precisamos pensar um pouco mais em dar um tempo maior para que as jogadoras voltem à qaudra. Isso é muito importante e é o primeiro passo que precisa ser dado", disse Azarenka que ficou mais de um ano sem jogar entre maio de 2016 e junho último.

"Recomendei pelo menos três anos para poder voltar. Acredito que deveriam permtir que você use o ranking protegido por mais de um ano e em mais torneios por causa da gravidez", acrescentou a jogadora de 28 anos, que só utilizou o ranking protegido para jogar em Wimbledon no ano passado. Seus outros três torneios foram como convidada.

A respeito de um possível aumento no limite para o número de convites, atualmente estabelecido em três para a maioria do circuito, a bielorrussa foi mais generalista. Até porque, o regulamento da WTA é mais permissivo nesse aspecto e possibilita que algumas jogadoras com maior lastro na carreira possam ser convidadas para mais torneios.

"Nós não discutimos os convites. Na verdade, acabei de aprender uma regra muito nova sobre eles naquela reunião. Era algo do tipo: Se você está no circuito há mais de dez anos, você tem convites adicionais. Nunca tinha ouvido isso antes. Acho que muitas jogadoras precisam se educar também sobre essas regras. É um livro enorme, mas devemos lê-lo às vezes", avaliou a ex-número 1.

Envolvida em uma disputa judicial pela guarda do filho, Azarenka não pôde atuar em todo o segundo semestre do ano passado e também não jogou no Australian Open, Grand Slam do qual é bicampeã, em janeiro. Ainda não há uma definição do caso e, até por isso, a bielorrussa não sabe quando voltará a jogar um torneio. "Estou voltando agora para Los Angeles, tenho que voltar para lá. E então vou ver o que acontece. Quando tiver notícias, estarei pronto para compartilhá-las. Não tenho notícias para compartilhar com vocês agora".

Azarenka era 204ª do ranking antes de jogar em Indian Wells e entrou em Miami como 189ª do ranking. A campanha até a semifinal e os 390 pontos a levarão de volta ao top 100. Até por isso, seu sentimento após os dois torneios americanos é positivo. "Acho que é um pouco cedo para refletir, mas eu acho que no geral o que eu fiz não é nada ruim. De Indian Wells para Miami eu tive uma melhora muito boa. E agora eu espero poder jogar mais e continuar trabalhando duro, porque eu realmente preciso disputar mais partidas e mais torneios para poder lidar com as situações como a do último jogo".

A respeito da derrota por 3/6, 6/2 e 6/1 para Sloane Stephens na semifinal, Azarenka falou sobre o incômodo que sentiu no pé esquerdo e lamentou as oportunidades perdidas. Ela fez questão, entretanto, de creditar o bom desempenho da rival americana nos momentos decisivos.

"Honestamente eu não me senti bem em todo o jogo. Senti que estava um pouco lenta demais, só que eu estava mais descansada no primeiro set e chegando na bola nos momentos certos. E então parei de chegar na bola e parei de bater na bola do jeito que deveria. Ela aproveitou isso e teve ótimos golpes", comentou a bielorrussa que também havia perdido para Stephens em Indian Wells.

"Se meus golpes ficassem um pouco mais curtos, ela teria uma vantagem. Eu não joguei no segundo e no terceiro set do jeito que eu queria e ela jogou bem. Ela me pressionou e aproveitou todas as oportunidades que teve. Eu ainda tinha muitas chances no segundo set, e não as aproveitei. Então é minha culpa".

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