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Svitolina se sente mais preparada para o 1º Slam
20/05/2018 às 15h51

Svitolina sente que lidará melhor com a pressão de jogar como favorita

Foto: Divulgação

Roma (Itália) - Pelo segundo ano seguido, Elina Svitolina chegará a Roland Garros embalada pela conquista do WTA Premier de Roma, considerado o principal evento preparatório por conta da semelhança de condições com as do Grand Slam francês, que começa no domingo que vem. Entretanto, a jogadora de 23 anos se sente muito mais preparada para jogar como favorita e desempenhar seu melhor tênis no saibro parisiense.

"No ano passado, foi a primeira vez para eu entrei em um Grand Slam como favorita. Desta vez é diferente", disse Svitolina, que será a quarta cabeça de chave em Paris. "Para mim, é muito importante pensar em um jogo de cada vez e curtir jogar nas grandes quadras", avaliou a número 4 do mundo. "Todo mundo está mais motivado para jogar contra você quando você é favorita, mas é para isso que estamos treinando e vou dar o meu melhor."

"Em um Grand Slam, você sente pressão de toda parte e também tem expectativas de si mesma. Você tem que estar mentalmente pronta e fisicamente pronta, provavelmente mais do que um torneio normal. Eu tento chegar a um Grand Slam como a qualquer outro torneio, mas você sabe no fundo da sua mente que é um Grand Slam e que há algo diferente nisso", falou a ucraniana que chegou às quartas no ano passado.

A respeito da tranquila vitória por 6/0 e 6/4 contra Simona Halep, em jogo que sequer enfrentou break points, a ucraniana comemorou seu desempenho. "Foi uma partida muito boa do meu lado. Acho que dominei toda a partida. Eu estava tentando colocar muita pressão em Simona e tentei realmente pegar a bola mais cedo e abrir a quadra", disse Svitolina que marcou sua quarta vitória em seis jogos contra a romena. "Tudo funcionou muito bem hoje e eu estava me sentindo bem em quadra. Acho que isso foi bom para mim".

Chama atenção também o ótimo retrospecto de Svitolina em finais. Este foi o 12º título de WTA na carreira da ucraniana, que venceu as últimas oito finais que disputou e tem apenas dois vice-campeonatos na elite do circuito. Ela conta que uma derrota sofrida ainda na época de juvenil a fez aprender muito sobre como se portar em jogos decisivos.

"Eu sempre me lembro de quando perdi uma final muito dolorosa contra a [Eugenie] Bouchard no juvenil de Wimbledon. Aquele jogo realmente me ensinou muito, porque eu queria muito vencer, mas perdi por 6/2 e 6/1 ou algo assim. Acho que a partir daquela final eu disse para mim mesma, eu nunca vou apenas entrar em quadra e não fazer nada".

"Naquela final, eu estava tão estressada e tão assustada, que nem colocava duas bolas na quadra. Desde aquele momento, decidi que vou querer fazer alguma coisa. Hoje, desde o primeiro ponto eu estava tentando ser muito agressiva, fazer minhas jogadas e propr o jogo", comparou a ucraniana com o tênis mostrado atualmente.

"Eu fiquei muito, muito triste por algum tempo, porque eu queria vencer aquele título juvenil de Wimbledon. E quando você é inexperiente, você fica triste e fica com raiva. Mas depois você tenta tirar proveito do que você fez e pensar no que poderia ter feito diferente. Definitivamente isso me ajudou e vocês podem ver os resultados, eu acho".

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