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WTA pode mudar regra do ranking protegido em 2019
21/05/2018 às 16h01

Alteração na regra pode beneficiar Serena Williams e Victoria Azarenka

Foto: Arquivo

Roma (Itália) - Com a volta às quadras das ex-líderes do ranking Serena Williams e Victoria Azarenka após a maternidade, a WTA estuda modificar a regra do ranking protegido. A ideia é permitir que as jogadoras que foram mães possam ser designadas cabeças de chave nos torneios que disputam. A mudança pode ser efetuada já no regulamento para a temporada de 2019.

"Historicamente, as jogadoras da WTA não apoiaram o uso do ranking protegido para a definição de cabeças de chave", diz o comunicado da WTA à agência Associated Press. "A regra está atualmente sob revisão adicional como parte do nosso processo de definição do regulamento de 2019. Continuamos comprometidos em evoluir de acordo com as necessidades de nossas jogadoras e apoiamos muito as jogadoras que retornam da licença-maternidade para o circuito".

A possibilidade da mudança é reforçada pelas opiniões favoráveis de jogadoras de destaque. Maria Sharapova já havia se manifestado positivamente na última sexta-feira e a número 4 do mundo Elina Svitolina, que conquistou o título do WTA Premier de Roma no domingo, também concordar com a proposta.

"Se você parar de jogar porque você vai ter um filho e estiver no top 8, acho que você deveria ter esse direito, de ter protegida sua condição de cabeça de chave", disse Svitolina, após a conquista do bicampeonato na capital italiana "Ela [Serena] era a número 1, então ela merece ser cabeça de chave".

Atualmente, a regra do ranking protegido permite que as jogadoras que se tornaram mães recentemente possam entrar diretamente em até oito torneios sem precisar do quali ou de convites. O recurso é exatamente o mesmo aplicado para o caso de afastamentos por lesão superiores a seis meses, mas não pode ser utilizado para a definição de cabeças de chave, que respeitam o ranking atual da WTA.

Número 1 do mundo Simona Halep defende o uso do ranking protegido para a entrada nos torneios e que os organizadores possam definir a seu critério se essas jogadoras serão cabeças de chave ou não. "É normal dar à luz a uma criança. É normal ter um ranking protegido. Isso é uma coisa maior que o tênis ", disse Halep, que foi vice em Roma. "Então as pessoas vão decidir qual cabeça de chave ela será. Mas, na minha opinião, é bom proteger o ranking quando alguém tem um filho".

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