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Previsto por Murray há 7 anos, Garcia busca nº 1
24/05/2018 às 08h13

Garcia pode chegar à liderança do ranking depois de Roland Garros e confirmar a aposta de Murray

Foto: Divulgação

Paris (França) - Uma previsão de Andy Murray nas redes sociais há sete anos pode se tornar realidade depois de Roland Garros. O britânico, que sempre acompanhou de perto os jogos e resultados do circuito feminino, disse que a Caroline Garcia alcançaria a liderança do ranking mundial e isso pode acontecer após o Grand Slam francês.

Atual sétima colocada, Garcia é uma das seis candidatas ao topo do ranking mundial depois de Roland Garros. Para que a previsão de Murray seja confirmada, a francesa precisa ser campeã e contar com uma combinação de resultados. É necessário que Caroline Wozniacki não chegue às oitavas, Simona Halep não seja semifinalista e que Garbiñe Muguruza não seja finalista do Grand Slam francês.

O comentário de Murray foi feito em seu perfil no Twitter no dia 26 de maio de 2011, quando Garcia tinha 17 anos e era apenas 188ª do ranking. Convidada para disputar a chave principal de Roland Garros, a jovem francesa fez um jogo equilibrado na segunda rodada contra a favorita Maria Sharapova, então oitava colocada, mas perdeu por 3/6, 7/6 (8-6) e 6/4.

"Essa menina que está jogando contra a Sharapova vai ser número 1 do mundo um dia. Caroline Garcia, que jogadora. Vocês ouviram aqui primeiro", afirmou Murray na época.

Durante muito, a alcunha "futura número 1" precedeu o nome de Garcia, muitas vezes em tom de deboche nas derrotas sofridas pela jovem francesa. Entretanto, sempre que ela vencia jogos importantes e subia no ranking a previsão do britânico era sempre lembrada nas redes sociais.

Garcia ainda terminaria aquela temporada e também a próxima fora do top 100. Sua estreia no grupo das cem melhores foi no dia 10 de junho de 2013, quando apareceu na 99ª posição depois de Roland Garros. Já a primeira aparição no top 50 aconteceria no dia 12 de maio de 2014, ano em que conquistou seu primeiro WTA em Bogotá. Seus dois próximos títulos aconteceriam no saibro de Estrasburgo e na grama de Mallorca em 2016.

A francesa também escalava o ranking de duplas e chegou a ocupar a vice-liderança em 2016, ano em que conquistou quatro títulos ao lado da compatriota Kristina Mladenovic. Destaque evidente para o troféu de Roland Garros, quando Garcia e Mladenovic conseguiram se tornar a primeira parceria 100% francesa a conquistar o título desde 1971.

Outro salto na carreira aconteceria no fim do ano passado. Garcia era número 20 do mundo e tinha poucas chances matemáticas de conseguir um lugar no WTA Finals, que seria disputado em Cingapura. A francesa, entretanto, conseguiu uma arrancada impressionante nos fortes torneios Premier chineses de Wuhan e Pequim, nos quais venceu onze jogos seguidos, acumulou 1.900 pontos no ranking e se classificou para o Finals, além de debutar no top 10. Ela seria semifinalista em Cingapura depois de ficar em primeiro lugar em um grupo com Caroline Wozniacki, Simona Halep e Elina Svitolina, mas perdeu para Venus Williams na penúltima rodada do torneio que reúne as oito melhores do mundo.

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