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Pupilo de Soderling avança e sonha com top 100
29/05/2018 às 13h49

Ymer furou o quali e venceu sua primeira em Slam

Foto: Divulgação

Paris (França) - Promessa do tênis sueco alguns anos atrás, Elias Ymer ainda não conseguiu despontar no circuito profissional, mas uma aquisição de peso a sua equipe mudou o panorama do tenista de 22 anos e o recolocou no caminho do sucesso. Pupilo do compatriota Robin Soderling, ele vem escalando o ranking da ATP e nesta terça-feira conquistou sua primeira vitória da carreira em Grand Slam.

Embalado após vencer seus três jogos no classificatório, Ymer manteve o embalo na chave principal e derrubou o israelense Dudi Sela em sets diretos, com parciais de 7/6 (7-3), 6/3 e 6/1. Na próxima rodada, ele terá um grande desafio pela frente, já que medirá forças com o italiano Fabio Fognini, cabeça de chave 18, que não encontrou grande dificuldade para superar o espanhol Pablo Andújar, anotando parciais de 6/4, 6/2 e 6/1.

O trabalho dos últimos 10 meses com Soderling tem rendido frutos ao jovem sueco, que já subiu de 280 para 122 do mundo e com a campanha até agora em Paris irá parar por volta do 106º lugar, o melhor da carreira. E Ymer não quer parar por aí. "Ele olha apenas para a frente, o que é muito bom. Mas também pode ser perigoso se você for impaciente demais", contou o mentor do tenista de Skara.

"Quando começamos, ele não estava jogando como esperava e seu último ano não foi muito bom. Nós viramos tudo de ponta-cabeça e agora ele está apresentando um tênis muito melhor. Não gosto de colocar metas de ranking, mas é claro que chegar ao top 100 é um objetivo, foi assim também para mim. Chegar a essa faixa de ranking é uma coisa importante e entendo seu foco em conseguir isso", afirmou Soderling em entrevista à imprensa sueca antes de começar o segundo Grand Slam do ano.

Vice-campeão de Roland Garros em 2009 e 2010, o ex-tenista profissional sueco acredita que Ymer poderá despontar assim que parar de oscilar muito. "Ele tem jogo para ser top 100, estou convencido disso, mas ainda falta consistência. Às vezes ele joga muito mal e outras em um nível que poderia tranquilamente bater alguém entre a 50ª e a 100ª posição no ranking", finalizou.

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Faberg
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