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Soderling: 'Schwartzman deve se manter agressivo'
07/06/2018 às 07h27

Soderling impôs a Nadal uma de suas duas derrotas em RG

Foto: Arquivo
Guilherme Costa
Especial para TenisBrasil

Paris (França) - O sueco Robin Soderling, duas vezes finalistas de Roland Garros, em 2009 e 2010, é um dos únicos dois tenistas que conseguiu derrotar Rafael Nadal em uma partida do Grand Slam francês (o outro foi Novak Djokovic). Em 2009, o então número 23 do ranking mundial, derrotou o espanhol por 3 a 1 e passou às quartas de final. Hoje com 34 anos e já aposentado, o ex-número 4 do mundo, que está em Paris para acompanhar Roland Garros, aconselhou o argentino Diego Schwartzman, que continuará a partida contra o espanhol, interrompida na quarta-feira por conta da chuva.

"Eu diria para ele se manter agressivo, que nem estava no primeiro set. Acho que Nadal ficou surpreso com a agressividade dele. Não pode pensar muito em todo o trabalho que tem que fazer, vencer três sets do Rafa. Tem que pensar no ponto a ponto, tomar alguns riscos, acho que é importante mostrar para todo mundo que sim, ele pode vencer. E, para isso, precisa assumir alguns riscos", disse.

O jogo entre Rafael Nadal e Diego Schwartzman foi interrompido pela chuva duas vezes. Na primeira, o argentino tinha vantagem de um a zero e vencia o segundo set com uma quebra de frente. Depois, os dois jogaram mais vinte minutos, e o jogo virou, com Nadal muito perto de fechar a segunda parcial, com 5/3. A partida segue nesta quinta-feira.

"Rafa ganha alguns jogos antes mesmo de começar. Já vi muito jogadores, grandes jogadores, que começam o jogo com a esperança de vencer, mas não acreditando que possam vencê-lo. É importante mostrar para todo mundo, e também para si mesmo, que você acredita que pode derrotar Nadal", avaliou o sueco.

Soderling voltou a Roland Garros depois de sete anos sem aparecer na competição. Requisitado para uma série de entrevistas, deu uma coletiva na manhã desta quinta-feira. Sua carreira teve o auge em 2009 e 2010, quando foi duas vezes vice-campeão em Roland Garros, e atingiu o posto de número quatro do mundo. Depois, sofreu com uma grave doença, mononucleose, e, após tentar voltar diversas vezes, se aposentou definitivamente em 2016.

"Minha parte de saúde está boa, depois de quase cinco anos, finalmente. Claro que eu desejava uma carreira mais longa, é muito difícil para um esportista ter que parar de jogar. Os meses vão passando e você não melhora, é um sofrimento", lembrou o sueco, que hoje é técnico do compatriota Elias Ymer, de 22 anos, e atual número 122 do ranking mundial.

"Às vezes, quando viajo com ele, tenho vontade de voltar a jogar, porque vejo todos os tenistas, a concentração deles, o prazer deles em quadra. Mas, ao mesmo tempo, vejo que eles estão estressados mentalmente antes e depois dos jogos, então vejo o outro lado também (risos)", contou Soderling.

Perguntado de Roger Federer já o agradeceu alguma vez por ter vencido Nadal em 2009, Soderling se diverte: "Não, nunca me agradeceu (risos). Mas acho que se ele não tivesse ganho em 2009, ele continuaria jogando aqui em Roland Garros até vencer. Ele, atualmente, faz uma boa estratégia ao não jogar no saibro. Ele quer prolongar a carreira, e isso o ajuda".

Roger Federer tinha perdido as finais de 2006, 2007 e 2008 para Nadal em Roland Garros. Em 2009, tudo caminhava para mais uma decisão entre eles, mas, nas oitavas de final, Soderling eliminou o espanhol. O sueco seguiu até a decisão onde encontrou o suíço. Aí, Federer o derrotou por 3 a 0.

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