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Serena admite que saque não está como antes
01/07/2018 às 17h12

Serena brinca com taco de críquete

Foto: Site oficial

Londres (Inglaterra) - Na busca por seu oitavo troféu em Wimbledon, a norte-americana Serena Williams não poderá contar, ao menos nas primeiras rodadas, com uma de suas mais importantes armas: o poderoso serviço. Ela revelou na entrevista oficial deste domingo que está receosa em forçar o movimento.

"Não havia sequer treinado saque antes de chegar a Londres devido à lesão que sofri em Paris jogando duplas", contou. "Não estou ainda muito segura de que poderei sacar com a máxima velocidade. Passei três semanas sem fazer o movimento, já que me submeti a uma grande reabilitação até chegar a Wimbledon. Por enquanto, está funcionando.

Ela no entanto acredita que terá boas chances de fazer uma grande campanha. "Meu instinto competitivo segue o mesmo de sempre, não creio que tenha perdido isso, nem a forma de competir. Talvez agora seja até mais competitiva, depois de tudo que passei nos últimos meses", cutucou, referindo-se à gravidez complicada que teve.

Questionada sobre a polêmica do excesso de exames antidoping, Serena disse que a notícia veiculada deturpou o que ela realmente pensa, ainda que "me vejo muito mais investigada do que outros tenistas". E frisou: "Tudo que peço é que haja igualdade para todos, que sejamos tratados da mesma forma. Não me importa de fazer um monte de testes desde que isso aconteça com todo mundo".

Sobre o fato de ser designada como cabeça 25, a heptacampeã se disse agradavelmente surpresa: "Foi uma alegria. Sabemos que Wimbledon sempre tende a escrever sua própria partitura. É uma satisfação ser cabeça num torneio como este. Agora quero dar o melhor de mim em quadra". A tenista de 36 anos diz ter muita intimidade com Wimbledon. "Quando levei minha filha esta semana à Quadra Central, me emocionei um pouco, comecei a lhe contar todo que havia acontecido ali, a história de uma menina que tinha um sonho".

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