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Desempenho nos treinos deu confiança a Wawrinka
02/07/2018 às 19h20

Wawrinka derrotou um top 10 na grama pela primeira vez na carreira

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Um ano depois de ter sofrido uma eliminação na primeira rodada de Wimbledon e anunciar o término precoce de sua temporada para fazer duas cirurgias no joelho esquerdo, Stan Wawrinka voltou à Quadra Central do Grand Slam britânico e marcou uma expressiva vitória sobre o número 6 do mundo Grigor Dimitrov. Para o veterano de 33 anos, o desempenho nos treinos deu bastante confiança para o jogo desta segunda-feira.

"É uma ótima sensação vencer uma partida como essa na Quadra Central", disse Wawrinka após a vitória por 1/6, 7/6 (7-3), 7/6 (7-5) e 6/4 sobre Dimitrov. "No ano passado, eu joguei meu último jogo da temporada aqui, então voltar e derrotar Grigor é ótimo. Meu objetivo era sempre lutar, mas não deixa de ser uma grande surpresa ir tão bem depois de perder por 6/1 no primeiro set".

"Ainda acho que naquele momento eu não estava jogando tão mal, eu estava apenas errando algumas coisas e o set foi rápido", avaliou após marcar sua primeira vitória contra top 10 na grama. "Eu tenho treinado duro nas últimas semanas na grama para retomar meu nível e estar pronto para um grande jogo como esse", comenta o suíço, que perdeu dois dos três jogos anteriores que havia feito no piso nesta temporada.

"Meus treinos nas últimas três semanas foram muito bons. Meu nível nas quadras de treino, fisicamente e em termos de tênis, é muito alto. Então, fiquei feliz com isso", disse Wawrinka. "Eu não cheguei na quadra pensando: 'Eu vou ganhar'. Mas eu vim como: 'Ok, eu vou tentar o meu melhor e lutar o máximo que puder'", completou o ex-número 3 e atual 224º do ranking, que enfrenta na segunda rodada o italiano vindo do quali Thomas Fabbiano.

Superado por Wawrinka ainda na primeira rodada, Dimitrov tenta evitar pensamentos negativos depois da dura derrota. Não há motivo para pânico, não sou esse tipo de pessoa. Vou tentar permanecer positivo", comenta o número 6 do mundo. "É difícil apenas aceitar que perdi e ponto final, especialmente em um que eu joguei muito bem no passado. Eu já venci grandes nomes nessa quadra e fiz partidas difíceis contra grandes jogadores", explica o semifinalista de 2014.

"Eu sempre quero mais para mim mesmo. Quando você alcança um certo nível e quer seguir em frente, os últimos dois ou três por cento são os mais difíceis", explica o jogador, que terminou o ano passado na terceira posição do ranking. "A cada ano você está subindo e chega ao número 3. Qual é o próximo passo? 'Uau, eu posso ser o número 1'. Para mim, esses são os passos que farão a maior diferença".

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