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Bouchard: 'Jogo para ganhar, não para fazer amigos'
08/07/2018 às 18h21

Bouchard furou o quali em Wimbledon e caiu na 2ª rodada

Foto: Divulgação

Paris (França) - Atual 188 do mundo, a canadense Eugenie Bouchard não tem vivo seus melhores dias no circuito e segue em busca da recuperação. Mesmo em momento de baixa, ela ainda chama muita atenção ao redor do mundo, tanto que recentemente teve publicada uma entrevista na edição francesa da Revista GQ na qual fala sobre sua fase e outros aspectos da carreira de tenista.

Uma das mais contundentes afirmações foi sobre a relação dela com as demais companheiras de WTA. “Jogo este esporte para ganhar e não para fazer amigos. Não tenho amigos no mundo do tênis porque esta é minha profissão, é uma competição diária pela qual você passa”, observou a canadense de 24 anos, que despontou para o mundo em 2014, fazendo semi nos três primeiros Grand Slam da temporada.

“Tudo aconteceu muito rápido para mim, num período de seis meses. Não me dei conta do que estava acontecendo e só foi perceber quando cheguei longe nos grandes torneios. Foi aí que percebi que estava sendo especial”, destacou Bouchard, que naquele ano foi semifinalista no Australian Open e em Roland Garros e vice-campeã de Wimbledon.

A canadense lembrou inclusive do jogão que fez com a russa Maria Sharapova na semi de Paris. “Foi uma partida incrível. Mostrei que as semifinais no Australian Open, no começo daquele ano, não foi uma mera casualidade. Estava confortável jogando tênis, competindo de igual para igual com as melhores do momento”, contou a tenista de Montréal.

“Tinha vencido meu primeiro título na semana anterior, em Nuremberg, e estava muito confiante. Joguei contra uma das candidatas ao título, dei tudo de mim, mas no final ela saiu vencedora em três sets”, acrescentou a canadense, que na temporada seguinte não passou da estreia. “Essa pressão sobre mim atrapalhou muito e acabei então caindo na primeira rodada de Roland Garros”, avaliou.

Muito comparada à russa Anna Kournikova por causa da beleza, ela fez questão de defender a ex-número 1 do mundo nas duplas, que foi uma de suas inspirações no tênis. “Ela foi 8 do mundo e ainda assim sofreu muitas críticas. Ela é uma jogadora muito boa e que sempre defenderei e além de tudo era muito bonita. Queria jogar com sua raquete, com sua roupa”, disse a canadense, que também gostava muito da norte-americana Monica Seles e da alemã Staffi Graf.

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