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De volta às quartas, Nadal destaca poder de reação
09/07/2018 às 18h23

Sempre que teve o saque quebrado no torneio, Nadal reagiu de imediato

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Depois de anotar sua quarta vitória em Wimbedon e garantir lugar nas quartas de final do Grand Slam britânico, Rafael Nadal destacou seu poder de reação. Isso porque o espanhol teve o saque quebrado no início do terceiro set da partida contra o canhoto tcheco Jiri Vesely, mas buscou a igualdade de imediato. O líder do ranking ainda lembra que isso já havia acontecido em seus jogos anteriores no torneio.

"No terceiro set, ele jogou melhor e eu cometi alguns erros. O lado positivo foi que eu consegui reverter a situação e me recuperei", disse Nadal após a vitória por 6/3, 6/3 e 6/4 sobre Vesely. "Fui capaz de reagir rapidamente. Nos três jogos que tive meu saque quebrado, eu pude recuperá-lo no game seguinte".

"Acho que saquei bem. Preciso ver as estatísticas", falou o espanhol antes de verificar os dados em seu celular. "Coloquei 68% de primeiros saques em quadra, o que é muito bom. E venci 74% dos pontos com o segundo saque, o que também é bom", disse sorrindo. Ele enfrenta nas quartas o vencedor da partida entre o francês Gilles Simon e o argentino Juan Martin del Potro.

Nadal ainda teve que comentar sobre algo que disse na última sexta-feira, quando admitiu que não gostaria de enfrentar Roger Federer em uma possível final. "Encarar Roger novamente seria fantástico. Agora, se você me perguntar, eu escolheria outro rival".

"O objetivo final é ganhar o torneio. E dependendo de contra quem você joga, você tem mais ou menos chances", explica o bicampeão, que enfrentou Federer em três finais seguidas e venceu uma, há dez anos. "Eu poderia vir aqui e dizer: 'Sim, eu gostaria de enfrentar os melhores', mas eu não sou esse tipo de pessoa".

Vencedor nas edições de 2008 e 2010, Nadal disputou cinco finais em Wimbledon, mas não chegava às quartas desde 2011. "Nos últimos anos anteriores, eu não fui capaz de jogar em meu melhor nível. Em 2012 e 2013, eu não pude competir por causa dos meus joelhos, em 2014 eu perdi para o Kyrgios e em 2015 foi um ano ruim para mim. Era normal perder".

"Em 2016, eu não joguei o torneio, mas 2017 eu joguei bem. Agora eu também posso jogar bem. Tenho que ser honesto comigo mesmo. Se eu perdi foi porque eu estava pior e os meus adversários jogaram melhor do que eu", relembra o número 1 do mundo.

"Sou um jogador que se adapta aos diferentes pisos. Não jogo aqui como no saibro, mas uso golpes semelhantes aos que eu faço em outras superfícies. Quando a grama está mais gasta, a maior diferença não é que a bola quica tanto, mas meu apoio na linha de base fica mais confortável ​​para mim".

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