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'Não sei o que me levou a vencer', admite Anderson
13/07/2018 às 20h27

Anderson não conseguiu explicações do ponto de vista tático

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Depois de vencer um jogo duríssimo na semifinal de Wimbledon, Kevin Anderson reconhece que não consegue explicar do ponto de vista tático quais foram as razões para a vitória sobre John Isner. O jogo de 6h36 foi o terceiro mais longo jogo do tênis e o segundo em Grand Slam.

"Eu não sei o que me levou a vencer a partida de hoje a não ser a vontade que eu tinha de tentar vencer e me motivar", admitiu Anderson após a dramática vitória contra Isner por 7/6 (8-6), 6/7 (5-7), 6/7 (9-11), 6/4 e 26/24 na Quadra Central de Wimbledon.

A partida poderia ter sido mais tranquila caso o sul-africano tivesse aproveitado as oportunidades que teve na terceira parcial, quando chegou a liderar com uma quebra de vantagem e perdeu um set com uma dupla falta.

"Tive algumas chances no terceiro set, quando saquei para fechar. E mesmo no tie-break depois, eu tive um set point e fiz uma falta dupla Depois, ele jogou ótimos pontos", lembrou o número 8 do mundo. "Acho que uma das razões para a dupla falta foi que eu senti que ele estava sendo muito agressivo no meu saque e isso me forçou a arriscar um pouco mais".

"Quando eu estava no quinto set, depois de ficar em quadra por mais de seis horas, foi muito difícil para o corpo. Você apenas tem que tentar continuar. Eu tentei o máximo que pude para continuar lutando. Eu me orgulho muito disso. Felizmente, consegui encontrar um caminho no fim do jogo", avaliou sobre o set com 50 games.

"Esse jogo foi muito além de uma partida de tênis normal. Obviamente, estou em êxtase por estar na final, ao mesmo tempo em que você acho que deveria haver um empate", explica o sul-africano, que marcou sua quarta vitória em doze jogos contra Isner. "Eu sinto muito pelo John, porque não é fácil perder um jogo assim, independentemente do resultado, neste tipo de cenário, numa semifinal em Wimbledon".

É certo que Anderson enfrentará um jogador que já conquistou o título em Wimbledon, seja ele o bicampeão Rafael Nadal ou o tricampeão Novak Djokovic. Ele tem apenas uma vitória em seis jogos contra o sérvio e perdeu os cinco duelos anteriores para o espanhol. "Obviamente eu gostaria de ter vencido um pouco mais cedo em termos de recuperação, jogando contra um dos maiores jogadores de todos os tempos".

"Obviamente, eu preciso de muito tratamento em termos de equilibrar o corpo e tudo mais. O sono também é importante, meus pés estão doloridos e inchados e as pernas estão trêmulas", explica o sul-africano de 32 anos, que vinha de um jogo de 4h14 contra Roger Federer na rodada anterior do torneio.

Será a segunda final de Grand Slam para Anderson, que ficou com o vice no US Open do ano passado, quando perdeu para Nadal. "No US Open, eu talvez eu tenha sentido que minha maior conquista foi chegar à final. Agora estou disposto a dar um passo adiante. Tenho que prestar muita atenção à minha recuperação para tentar me dar a melhor chance possível".

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