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Djokovic triunfa no 5º set e faz a 22ª final de Slam
14/07/2018 às 11h34

Djokovic disputará a centésima final da carreira na elite do circuito

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Depois de um intervalo de 14h entre a suspensão da partida na última sexta-feira e o reinício da disputa neste sábado, Rafael Nadal e Novak Djokovic voltaram à Quadra Central do All England Club para o complemento da segunda semifinal de Wimbledon. Djokovic, que liderava por 2 sets a 1, precisou jogar mais dois sets e completou a vitória com placar final de 6/4, 3/6, 7/6 (11-9), 3/6 e 10/8 em 5h17 de tempo acumulado.

Tricampeão de Wimbledon e vencedor de doze títulos de Grand Slam, Djokovic disputará sua 22ª final em torneios deste porte. Ele enfrenta às 10h (de Brasília) deste domingo o sul-africano Kevin Anderson, número 8 do mundo a quem derrotou em cinco dos seis duelos anteriores.

Djokovic é o terceiro que mais esteve em finais de Slam, ficando atrás do próprio Nadal, que disputou 24 decisões e do recordista Roger Federer com 30. Empatado com o australiano Roy Emerson no quarto lugar da lista de maiores vencedores de Grand Slam na Era Aberta, o sérvio vai em busca de seu 13º troféu, que o colocaria a apenas um de se igualar a Pete Sampres. Federer encabeça a estatística com 20 títulos, seguido por Nadal com 17.

O ex-número 1 do mundo também tenta deixar o rol dos tricampeões, em que está ao lado de John McEnroe e Boris Becker na Era Aberta e de outros cinco nomes da fase amadora do esporte, o sérvio pode igualar as quatro conquistas de Reggie Doherty, Rod Laver e Anthony Wilding.

Dono de 68 títulos de ATP na carreira, Djokovic disputará sua centésima final. Além das três conquistas no Grand Slam britânico nos anos de 2011, 2014 e 2015, o sérvio também triunfou na grama de Eastbourne no ano passado.

Com 52 duelos, a rivalidade entre Djokovic e Nadal é a que mais se repetiu na Era Aberta do tênis masculino. O sérvio segue em vantagem no retrospecto, agora liderando por 27 a 25, e volta a derrotar o espanhol depois de dois anos. A última vitória de Djokovic havia acontecido no saibro de Roma em 2016, e Nadal havia levado a melhor nos dois últimos encontros. Na grama, são quatro jogos, com duas vitórias para cada lado. Já em Grand Slam, Nadal lidera por 9 a 5.

Com 5h17, a semifinal de Wimbledon foi o segundo duelo mais longo entre Nadal e Djokovic. O recorde ainda fica com a histórica final do Australian Open de 2012, vencida pelo sérvio após 5h53. Em número de games, a partida em Londres teve 59 contra 55 em Melbourne. O quinto set deste sábado foi o mais longo entre eles também em número de games, superando o 9/7 a favor do espanhol na semi de Roland Garros em 2013.

Djokovic iniciou o torneio no 21º lugar do ranking e tinha 360 pontos de uma campanha até as quartas a defender. O sérvio salta para a 11ª posição com a campanha até a final e pode voltar ao top 10 em caso de título. Lembrando que ele não defende pontos até o fim do ano, já que ficou todo o segundo semestre de 2017 fora das quadras afastado por lesão no cotovelo.

O primeiro game na retomada foi decisivo. Djokovic teve chances de quebra, o que poderia afetar a confiança de Nadal, mas se manteve na postura defensiva e raramente arriscou. Nadal ao contrário voltou bem mais decidido a bater na bola. Abriu 3/0, permitiu o empate num serviço cheio de erros mas foi recompensado com ousadia para obter nova vantagem e 5/3. Aí permitiu 0-40 e achou a virada, jamais se abstendo do ataque.

Com sacadores firmes, o quinto set veio sem grandes emoções até o oitavo game. Aí Nadal permitiu um break-point que salvou com saque na linha, fazendo depois um ponto brilhante em que somou deixada, lob e passada por fora da quadra. Em seguida, foi o sérvio quem saiu de apertadíssimos 15-40 com coragem de ir finalmente à rede. Nadal permitiu 0-30 num perigosíssimo 14º game e Djokovic se irritou demais ao errar as devoluções tão importantes.

Assim como aconteceu na primeira semifinal, em que Kevin Anderson derrotou John Isner, a disputa foi para os games extras do quinto set. Com o placar empatado por 7/7, foi espanhol quem abriu 15-40 e atingiu um terceiro break point sem sucesso vendo o adversário mesclar defesa e ataque. O primeiro match point aconteceria no game seguinte, mas Nadal escapou da derrota com um preciso drop shot antes de confirmar o serviço. A disputa durou apenas mais dois games. Djokovic manteve o saque novamente e passou a pressão para o espanhol, vencendo quatro pontos seguidos para enfim conquistar a quebra definitiva. 

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