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Djokovic confirma o tetra em Wimbledon e 13º Slam
15/07/2018 às 12h32

O sérvio estava há mais de dois anos esperando por um novo troféu de Slam

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - A espera de Novak Djokovic por um novo título de Grand Slam chegou ao fim neste domingo. Pouco mais de dois anos depois da inédita conquista no saibro de Roland Garros, o sérvio garantiu seu quarto troféu na grama de Wimbledon. Em uma final de 2h18, Djokovic confirmou o favoritismo contra o desgastado sul-africano Kevin Anderson ao marcar as parciais 6/2, 6/2 e 7/6 (7-3).

Quarto maior vencedor de títulos de Grand Slam, Djokovic agora acumula treze conquistas neste porte. Com mais um título, ele pode se igualar ao norte-americano Pete Sampras, terceiro dessa lista. Seus principais rivais, Roger Federer com 20 e Rafael Nadal com 17, são também os recordistas nesta estatística.

Agora dono de quatro títulos em Wimbledon, Djokovic deixa o rol dos tricampeões, em que estava ao lado de John McEnroe e Boris Becker na Era Aberta e de outros cinco nomes da fase amadora do esporte, e iguala as quatro conquistas de Reggie Doherty, Rod Laver e Anthony Wilding.

A final disputada neste domingo foi a centésima da carreira de Djokovic, que conquistou o 69º título na elite do circuito da ATP. Em Grand Slam, o sérvio disputou sua 22ª decisão. Além disso, ele segue sem nunca ter perdido uma final de Wimbledon, onde também foi campeão nos anos de 2011, 2014 e 2015.

Todos os títulos de Grand Slam da carreira de Djokovic foram conquistados com a presença de Marijan Vajda na equipe. O técnico esteve com o sérvio entre os anos de 2006 e 2017. No ano passado, o ex-número 1 fez mudanças no time, mas Vajda retornou ao grupo durante a temporada de saibro.

Com o título, Djokovic embolsa mais US$ 2.250.000. Na carreira, o sérvio acumula mais de US$ 111 milhões em premiações de torneios e só fica atrás de Roger Federer, que acumulou mais de US$ 116 milhões. Por sua vez, Anderson receberá mais US$ 1,125 milhão para o montante de US$ 11,6 milhões acumulados na carreira.

Ex-número 1 do mundo, Djokovic iniciou Wimbledon ocupando o 21º lugar do ranking. Ainda assim, foi designado como o 12º cabeça de chave do torneio por conta da fórmula matemática os melhores resultados na grama nos últimos dois anos. Ao receber 2 mil pontos, sendo que ele defendia 360, o sérvio voltará ao décimo lugar. Lembrando que ele não defende mais pontos até o fim do ano, já que não jogou no segundo semestre de 2017 por lesão no cotovelo.

Já o experiente Anderson certamente terá o melhor ranking da carreira. Com duas finais de Slam nas últimas 52 semanas, já que também foi vice-campeão do US Open em 2017, o sul-africano de 32 anos salta do oitavo para o quinto lugar na lista da ATP. Ele poderia até assumir o quarto lugar em caso de título.

Diante de um Anderson desgastado por passar 21 horas em quadra nos seis jogos anteriores e vindo de uma semifinal de 6h36 contra John Isner na última sexta-feira, Djokovic foi superior desde os primeiros games. O sérvio contou com o fato de o sul-africano não estar tão afiado no saque para exercer pressão.

A primeira quebra aconteceu logo no game de abertura, quando o sérvio colocou duas ótimas devoluções para induzir o rival ao erro e contou com uma dupla falta no break point. Djokovic estava muito firme no saque e só perdeu três pontos em seu serviço durante o set inicial. Como Anderson só colocou 45% de primeiros saques em quadra, o ex-número 1 teve a vida facilitada e conseguiu empurrar o rival para o fundo, dominar os pontos para voltar a quebrar.

No intervalo entre os dois primeiros sets, Anderson precisou de atendimento para o braço direito. A dinâmica da segunda parcial não foi muito diferente da anterior. Djokovic seguia muito seguro em seu serviço e explorando o segundo saque do rival para quebrar duas vezes. Anderson até teve um break point quando sérvio sacava para fechar, mas não aproveitou a chance de reduzir a diferença.

Já no terceiro set, Anderson tentou ser um pouco mais agressivo. Com mais primeiros saques em quadra, o sul-africano corria menos riscos e conseguia entrar mais na quadra e tentar encurtar os pontos. Também por isso, foi a parcial mais competitiva entre eles, com o sul-africano confirmando todos os games de serviço sem enfrentar break points.

Djokovic contou com um erro não-forçado do sul-africano para evitar a quebra quando perdia por 4/3. Dois games mais tarde, o sérvio fez três duplas faltas, mas conseguiu salvar dois set points com uma dose de sorte. O drama no saque do sérvio continuou pouco depois, quando ele salvou outros três set points, dois deles saques não retornados. Ao explorar duas subidas à rede do gigante de 2,03m, Djokovic venceu dois pontos no saque do adversário durante o tiebreak e abriu 5-1 de vantagem. A tranquila diferença no placar facilitou a vida do sérvio que rumou para a vitória e triunfar na grama londrina pela quarta vez.

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