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Anderson confia que ainda pode vencer um Slam
15/07/2018 às 16h34

Kevin Anderson disputou sua segunda final de Grand Slam neste domingo

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Apesar da derrota para Novak Djokovic na final de Wimbledon, Kevin Anderson deixa a competição confiante para a sequência da temporada e da carreira. O sul-africano disputou sua segunda decisão de Grand Slam neste domingo e acredita que ainda tem condições de vencer um torneio deste porte.

"Acredito que tenho o jogo para ganhar esses torneios", disse Anderson após a derrota por 6/2, 6/2 e 7/6 (7-3) para Djokovic neste domingo. "O sonho de vários é ganhar um Grand Slam ou ganhar um Masters 1000. Mas mesmo sendo um grande objetivo meu, se alguém me perguntasse sobre isso há um ano, acho que eu não poderia dizer que eu realmente acreditava que poderia ganhar um Grand Slam ou dizer isso com a mesma confiança que eu posso falar agora".

"Demorou muito para chegar a esse ponto e sinto que estou no caminho certo. Estou confiando muito no processo. Se eu não estiver em outra final de Grand Slam, é porque talvez eu tenha tido azar. Você não pode controlar tudo. O que eu posso controlar, estou fazendo o meu melhor. Tenho muita convicção de que posso me colocar em outra dessas partidas e espero ter o resultado que estou procurando", avalia o sul-africano, que também foi finalista do US Open no ano passado.

Depois de ficar em quadra por 21 horas durante as seis partidas anteriores e de disputar uma semifinal de 6h36 contra John Isner na última sexta-feira, Anderson evitou desculpas sobre o desgaste físico e avalia que não lidou muito bem emocionalmente com a partida. "Foi um começo difícil para mim. Antes da partida, eu esperava aproveitar algumas experiências anteriores, por ter jogado a final do US Open e enfrentado o Federer há alguns dias, mas não encontrei a minha forma do jeito que eu queria. Claro, meu corpo não estava perfeito, mas eu estava muito nervoso".

"O que diferencia os melhores jogadores não é apenas a habilidade, mas também é a capacidade de jogar seu melhor tênis neste tipo de jogo. Eu não fui capaz de fazer isso no começo. Ele foi", avalia o sul-africano, que equilibrou as ações no terceiro set. "Eu acho que, no geral, meu corpo realmente lidou muito bem com o jogo. Honestamente, o sábado foi difícil, porque eu fiquei pensando: 'Estarei pronto para outro de cinco sets no domingo contra alguém como Novak?'"

Mesmo sem culpar o desgaste físico pela derrota, o sul-africano também defende uma mudança na regra e a utilização do tiebreak no quinto set. "Espero que haja pelo menos um diálogo. A maioria das pessoas com quem falo realmente concordaria que houvesse um tiebreak no quinto set como no US Open. Se o vencedor não foi decidido no 6/6 no quinto, eu não acho que há uma razão para continuar jogando".

A campanha levará Anderson ao melhor ranking da carreira. O veterano de 32 anos irá assumir o quinto lugar na classificação da ATP. "Estou incrivelmente orgulhoso dessa conquista, especialmente se eu olhar para trás, onde eu estava há pouco mais 15 meses. Eu era número 80 do mundo. Então chegar ao top 5 é algo de que eu realmente tenho muito orgulho".

"Mesmo que hoje não seja o resultado que eu estava procurando, apenas ver meu ranking mais alto na carreira vai significar muito para mim. Acho algumas das partidas que joguei aqui, especialmente as das quartas de final e da semifinal dão uma dimensão do que eu realizei. Estou muito feliz e vou usar isso para me motivar".

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