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'Tive dúvidas se voltaria a esse nível', diz Djokovic
15/07/2018 às 17h10

Djokovic pôs fim a uma espera de dois anos sem títulos de Slam

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Depois de conquistar o 13º título de Grand Slam da carreira, o quarto em Wimbledon, e o primeiro desde a inédita vitória em Roland Garros há dois anos, Novak Djokovic se emocionou ao falar sobre a retomada do caminho das vitórias. Afinal, o sérvio ficou sem jogar durante todo o segundo semestre do ano passado por lesão no cotovelo e fez uma cirurgia já neste ano, depois do Australian Open.

"Eu tive muitos momentos de dúvida. Não sabia se poderia voltar a competir neste nível", disse Djokovic após a vitória por 6/2, 6/2 e 7/6 (7-3) contra o sul-africano Kevin Anderson neste domingo. "Não haveria lugar melhor para fazer um retorno. É um lugar sagrado para o mundo do tênis, é muito especial".

"Em fevereiro, quando fiz a cirurgia do cotovelo, eu estava realmente impaciente. Eu queria voltar e competir o mais rápido possível. Eu queria entrar em quadra e ainda estava sentindo um pouco de desconforto e dor nos torneios de Indian Wells e Miami", relembrou o sérvio, que foi eliminado ainda na estreia dos dois Masters 1000 disputados em março, nos Estados Unidos.

"Eu assumi os riscos. Eu não podia me imaginar fora do circuito alguns meses depois de já ter ficado seis meses afastado na última temporada. Então eu tive que aprender a lições da maneira mais difícil", acrescenta o ex-número 1 do mundo, que salta do 21º para o 10º lugar do ranking depois de Wimbledon. Ele não defende mais pontos até o fim da temporada.

"Se alguém me perguntasse há um mês e meio se eu achava que poderia ganhar Wimbledon, parte de mim diria que sim, mas talvez eu não tivesse certeza disso na época, por conta do meu nível de tênis", explica o sérvio, que ainda não havia vencido nenhum título na temporada e sofreu uma improvável derrota para o italiano Marco Cecchinato nas quartas de final de Roland Garros.

Agora com quatro títulos em Wimbledon, Djokovic foi perguntado sobre quais foram dessas conquistas mais especiais. O sérvio colocaria a primeira conquista, quando também assumiu a liderança do ranking mundial, e o deste ano por ser diante do filho Stefan. "Quando aconteceu em 2011, e eu me tornei o número 1 do mundo, todos os meus sonhos se tornaram realidade em apenas alguns dias", avalia o sérvio de 31 anos. "É realmente difícil comparar a vitória e o troféu deste ano com qualquer um dos outros três porque são todos especiais. Mas se eu puder escolher uma, provavelmente seria a primeira e a vitória deste ano porque meu filho estava na cerimônia do troféu, o que a tornou ainda mais especial".

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