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Wimbledon estuda quadra híbrida com grama artificial
22/07/2018 às 19h32

Direção do All England Club estuda projeto para quadra com pequena porcentagem de grama artificial

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Depois de cogitar incluir o tiebreak no quinto set, a direção de Wimbledon estuda uma mudança bem mais radical. Segundo informa o Daily Mail, a diretoria do All England Club estaria pensando em trocar a grama natural por grama artificial. O principal motivo para esta proposta é a duração da grama, que tem chegado ao fim do torneio cada vez mais desgastada.

Para poupar a grama da Quadra central, por exemplo, a organização do torneio realiza apenas três jogos por dia em seu palco principal, dois masculinos e um feminino, o que tem desagradado parte dos fãs da WTA, que pedem mais partidas das mulheres.

“Em um mundo ideal, gostaríamos de ter quatro partidas da Quadra Central e mais quatro na Quadra 1, mas a superfície é natural e eles precisam manter as quadras em bom estado durante os 13 dias. Se o piso se estraga nos quatro ou cinco primeiros dias isso vira um enorme problema”, explica o britânico Tim Henman, ex-número 4 do mundo.

“Wimbledon está investindo muito dinheiro para encontrar uma superfície híbrida que possa nos ajudar. Os campos de futebol e rúgbi da atualidade possuem 3% de grama artificial. Estamos debatento se uma quadra de tênis pode ter 5% ou até 10% de grama artificial. Essa superfície já foi muito usada na América, na Austrália e na Índia, mas se cansaram pela dificuldade”, disse Henman.

A ideia é justamente tentar encontrar uma solução híbrida para prolongar a duração das quadras de grama em Wimbledon e assim poder ter mais jogos ou ao menos ver o piso chegar em melhor estado nas partidas finais. “Não há nada melhor que uma boa quadra de grama, mas não há nada pior de que uma quadra com uma grama horrível”, finalizou o ex-tenista profissional britânico.

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