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Peng nega que tenha coagido parceira a desistir
10/08/2018 às 19h00

Chinesa se defende da acusação de que ofereceu dinheiro para induzir desistência

Foto: Arquivo

Hunan (China) - Dois dias depois de ser punida pela Tennis Integrity Unit (TIU), Shuai Peng se defendeu publicamente da decisão do órgão que controla as denúncias de corrupção no tênis. A chinesa, ex-número 1 do ranking de duplas e atual 20ª colcoada, está suspensa por até seis meses e multada em US$ 10 mil, podendo reduzir as penas pela metade caso se comprometa a não cometer novas infrações.

De acordo com o relatório da TIU publicado na última quarta-feira, Peng teria oferecido dinheiro para induzir a desistência de uma parceira de duplas do torneio de Wimbledon do ano passado. O texto da entidade não detalhava nomes ou a situação e a tenista utilizou sua rede social Weibo, um variante chinesa do Twitter, para apresentar sua versão dos fatos.

A tenista de 32 anos explica que disputaria o torneio com a belga Alison Van Uytvanck, mas que tentou modificar sua inscrição para atuar ao lado da indiana Sania Mirza. A chinesa acredita que uma falha de comunicação entre os treinadores acabou causando o incidente. Vale lembrar que o treinador Bertrand Perret, que trabalhava com Peng na época, também foi suspenso pela TIU e não poderá receber credenciais para nenhum torneio oficial até o dia 8 de novembro.

"Durante os 20 anos da minha carreira profissional, nunca forcei uma parceira a desistir de uma partida. No torneio de Wimbledon do ano passado, eu jogaria com Van Uytvanck porque minha pareceira anterior estava machucada e soube depois que havia acontecido o mesmo com Mirza", escreveu Peng em seu perfil no Weibo.

"Meu treinador estrangeiro da época teve alguns problemas na comunicação com o treinador da Van Uytvanck e foi denunciado por ele", explicou a chinesa, que liderou o ranking de duplas em 2014 e tem dois títulos de Grand Slam na modalidade. Em simples, venceu dois WTA, foi número 14 do mundo em 2011 e semifinalista do US Open de 2014.

"Fui convocada pela TIU para ser interrogada e foi pedido para que eu Van Uytvanck nos encontrássemos com o árbitro geral da WTA para que juntas explicássemos nossos lados. Depois disso, fiquei sabendo que eu não poderia mudar de parceira e que eu teria que jogar as duplas com Van Uytvanck. Esperei por ela por três horas depois de assinar a lista, mas ela não apareceu", argumentou a jogadora.

"No dia em que disputaríamos nosso primeiro jogo, recebi a mensagem dizendo que ela se retirou do torneio por causa de uma lesão. A desistência foi decisão pessoal dela e nunca dei dinheiro a ela para forçar isso", afirma a chinesa. "Naquele momento, Mirza e gostaríamos muito de jogar juntas e seguindo um conselho de Bertrand, consideramos oferecer a ela (Van Uytvanck) o prêmio em dinheiro da primeira rodada. Isso seria para compensar sua acomodação durante o torneio e os custos com a mudança de calendário. Mas não tenho conhecimento do conteúdo exato da conversa entre meu ex-técnico e o técnico da Van Uytvanck".

No fim de seu comunicado, a chinesa também afirma que a suspensão não é motivo para considerar uma aposentadoria do circuito. "Não vou me aposentar por causa dessa punição e vou resolver se apelo ou não da decisão depois de consultar meu advogado".

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