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Com três lesões, Wozniacki pode não ir ao US Open
17/08/2018 às 17h17

Wozniacki disputou apenas duas partidas nos torneios preparatórios para o US Open

Foto: Arquivo

Cincinnati (EUA) - Embora esteja na vice-liderança do ranking mundial, Caroline Wozniacki vive situação delicada no circuito. Às vésperas de mais um US Open, Grand Slam onde foi duas vezes vice-cameã e disputou outras três semifinais, a dinamarquesa convive com três lesões, uma na perna direita, outra no ombro e uma no joelho esquerdo.

Wozniacki não jogou em Washington por conta do problema na perna e isso também comprometeu seu desempenho em Montréal, onde foi eliminada na estreia. Ela chegou a Cincinnati já com dores no ombro e pediu atendimento para o joelho durante o jogo contra Kiki Bertens na última quarta-feira, abandonando a disputa após o primeiro set.

Irmão mais velho da jogadora de 28 anos, Patrik Wozniacki falou à emissora dinamarquesa TV 2 Sport sobre o estado físico da ex-número 1 do mundo e campeã do Australian Open. "Ela está fazendo de tudo para se preparar para o US Open, que é seu principal objetivo", afirmou.

"Parece ser uma situação de inflamação em todo o corpo, e não apenas no ombro. Até terça-feira ela mal conseguia levantar os braços. Ela só conseguiu treinar por dez minutos, e antes do jogo contra a Bertens, também não treinou muito. É possível que ela tenha treinado muito duro em Mônaco", disse, referindo-se ao local de residência e base de treinamento da irmã, quando está fora do período de competições.

"Ela não tem mais 20 anos e precisa encontrar o equilíbrio certo entre trabalho duro, a recuperação e os resultados. Em circunstâncias normais, ela teria aceitado um convite para jogar em New Haven após essas eliminações precoces", comenta o irmão da jogadora, sobre a ausência da dinamarquesa no torneio da semana que vem. Wozniacki tem quatro títulos seguidos em New Haven, conquistados entre 2008 e 2011.

Patrik Wozniacki também explica que o tratamento de Wozniacki envolve um medicamento que poderia ser acusado em exames antidoping. Até por isso, ela até já teria o retorno positivo da WADA (Agência Mundial Antidoping) para um pedido de "TUE" (sigla em inglês para "Exceção para Uso Terapêutico"), o que é autorizado desde que um atleta profissional comunique com antecedência e comprove a necessidade de consumir determinadas quantidades de um medicamento que contenha uma substância proibida.

Entretanto, a própria decisão de tomar um medicamento para aliviar a dor é difícil às vésperas do US Open. O irmão da tenista explica que o efeito do remédio passa em aproximadamente doze dias e que ela poderia sentir dores ainda mais fortes caso chegue às rodadas finais do Grand Slam norte-americano, que começa no dia 27 de agosto.

"Ela tem uma permissão da WADA para tomar alguns remédios. Se ela as tomar, o corpo 'esquecerá' a dor por doze dias, mas depois desses doze dias a dor voltará com efeito quase dobrado. A decisão mais difícil é sobre quando tomar esse medicamento, porque ela quer treinar antes do US Open, mas também quer ser capaz de jogar na segunda semana. E ela só pode tomar o remédio uma vez. A equipe dela tem uma decisão a tomar agora e talvez o trabalho de recuperação dela pode fazer com que ela evite de tomar o remédio".

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