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Murray sente que seu jogo fica melhor a cada dia
25/08/2018 às 12h05

Murray disputará o primeiro Grand Slam desde a lesão e cirurgia no quadril

Foto: Andrew Eichenholz/ATP

Nova York (EUA) - Prestes a voltar a disputar um Grand Slam depois de 14 meses, Andy Murray sente uma melhora gradual em seu jogo. Embora tenha disputado apenas sete jogos na temporada e apareça na modesta 378ª posição do ranking, o britânico segue confiante de que pode recuperar o nível que o levou a três títulos de Slam e à liderança do ranking mundial. Ele estreia no US Open contra o australiano James Duckworth, que também precisou do ranking protegido para entrar no torneio.

"Meu tênis está melhorando com o tempo. Eu só preciso estar em quadra com mais consistência até o final do ano", disse Murray, em entrevista coletiva na última sexta-feira. "Minha expectativa é dar o meu melhor em todos jogos. Espero que, fazendo isso, meu tênis melhore. É difícil prever o quão longe vou chegar no torneio. Vou pensar em uma partida de cada vez".

Murray disputou apenas dois torneios preparatórios para o US Open. Ele fez três partidas em Washington, mas desistiu antes de atuar pelas quartas de final, não atuou em Toronto, e foi eliminado ainda na estreia do Masters 1000 de Cincinnati. Lembrando que o britânico ficou afastado das quadras durante onze meses por lesão e cirurgia no quadril. "Eu fiz três jogos longos em quatro dias em Washington. Todos tiveram mais duas horas e meia, sendo um durou três horas. O benefício dos Grand Slam é ter um dia de folga para se recuperar entre um jogo e outro, o que me ajudará."

"Depois de Washington, tirei alguns dias de folga da quadra e depois voltei a treinar. Meu corpo está melhor do que algumas semanas atrás, isso é positivo. Só de estar em torno desses outros jogadores e poder treinar com eles de forma mais consistente já vai me ajudar a melhorar", explica o ex-número 1 do mundo, que depois de Cincinnati, passou alguns dias na Filadélfia aprimorando a parte física antes de voltar a Nova York.

Perguntado se seria possível comparar sua recuperação com as de Novak Djokovic e Stan Wawrinka, que perderam todo o segundo semestre de 2017 e voltaram às quadras em janeiro, o sérvio por lesão e cirurgia no cotovelo direito e o suíço por duas cirurgias no joelho esquerdo, o britânico avalia que é difícil estabelecer uma relação entre os três casos.

"Todas as lesões são completamente diferentes. Algumas são mais sérias que outras. Alguém que fica fora por algumas semanas com uma lesão muscular é muito diferente de alguém que se recupera de uma cirurgia em certas partes do corpo. É notoriamente mais difícil ”, disse Murray. "Sinto que assim que meu corpo estiver bom de novo, o que leva tempo quando você joga poucos jogos em um ano, tenho certeza que meu nível estará em condições de me fazer competir contra os melhores novamente".

Campeão do US Open em 2012, Murray esteve em Nova York no ano passado, chegou a treinar nas quadras principais e teve seu nome sorteado na chave. No entanto, o então 2 do mundo acabou desistindo da disputa dois dias antes do início do torneio e só voltaria ao circuito em junho deste ano, durante o ATP 500 disputado na grama de Queen's, em Londres.

"Eu tenho ótimas lembranças de Nova York, dos tempos de juvenil, da minha primeira final de Slam, e obviamente porque eu ganhei meu primeiro Grand Slam aqui. Então, sim, tenho muitas ótimas lembranças. Estou feliz por poder voltar a competir aqui. Foi difícil não jogar no ano passado. Eu estava muito chateado na época. E estou muito satisfeito por estar de volta. Vou tentar aproveitar o máximo que puder".

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