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Serena: 'Estou trabalhando tão duro quanto antes'
25/08/2018 às 16h35

Hexacampeã do US Open, Serena disputa o torneio pela primeira vez como mãe

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - Com seis títulos e dois vice-campeonatos no US Open, Serena Williams se prepara para disputar o Grand Slam norte-americano pela 18ª vez e completará 37 anos no próximo mês. Entretanto a participação em 2018 terá um componente inédito para a ex-número 1 do mundo, que volta a Nova York depois de se tornar mãe. Sua filha, Alexis Olympia, nasceu em setembro do ano passado, durante a última edição do torneio.

"Sinto que tudo é diferente e que vivo uma vida diferente. Estou jogando o US Open como mãe, o que é algo novo", disse Serena em entrevista coletiva neste sábado. "É muito difícil descrever. Eu pensava que depois de ter um filho eu estaria mais relaxada. Mas eu não estou. Eu trabalho tão duro quanto antes, talvez até mais, e levo a carreira ainda mais a sério. Isso é realmente surpreendente para mim".

Designada como cabeça 17 no US Open, apesar de ocupar o 26º lugar do ranknig, Serena pode cruzar o caminho da irmã Venus na terceira rodada e da número 1 do mundo Simona Halep nas oitavas. Seu quadrante também conta com as ex-líderes do ranking Garbiñe Muguruza e Karolina Pliskova. Mesmo em uma chave dura, ela segue apontada como uma das favoritas ao título.

"Que eu seja a favorita neste momento, quase um ano depois de ter um bebê, é bastante interessante", disse a ex-número 1 do mundo, que estreia contra a polonesa Magda Linette na próxima segunda-feira, às 20h (de Brasília). "Eu não olhei a chave, mas sei que vou ter que jogar o meu melhor e vou ter que começar a vencer as melhores jogadoras de qualquer maneira".

Mesmo depois da dura derrota na final de Wimbledon, Serena segue confiante na busca por seu 24º troféu de Grand Slam. "A mensagem que eu tenho pregado para as mulheres e para todas as pessoas é que sempre enfrentamos obstáculos. Se você passar por eles ou não, há sempre uma nova chance. Você tem que continuar a trabalhar duro e acreditar em você mesma. As coisas nem sempre seguem o seu caminho".

Serena também comentou sobre o veto imposto pela Federação Francesa de Tênis ao traje que ela utilizou em Roland Garros. Bernard Giudicelli, presidente da FFT declarou na última semana que as jogadoras não poderão utilizar vestimentas coladas ao corpo nos próximos anos. "Acho que os Grand Slams têm o direito de fazer o que eles quiserem. Sinto que se eles soubessem que algumas coisas são por razões de saúde, não haveria razão para discutir isso. Então eu acho que estaria tudo bem.

"O presidente da Federação Francesa tem feito um trabalho incrível e seria fácil de conversar com ele. Minha equipe inteira é basicamente francesa, então temos um ótimo relacionamento. Tenho certeza de que chegaríamos a um entendimento e tudo ficará bem", explica a norte-americana, que treina desde 2012 com o técnico francês Patrick Mouratoglou.

Durante o Grand Slam francês, Serena justificou o uso dos trajes ao explicar que o material do uniforme também foi pensado para auxiliar sua circulão sanguínea. Ela inclusive já vinha jogando com calças compridas por baixo dos vestidos desde o ano passado.

Embora o porta voz da Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA) Chris Widmaier tenha dito que não haveria problemas em utilizar trajes semelhantes em Nova York, Serena diz ter encontrado outros meios de manter a circulação ativa. "Eu já encontrei outros métodos", disse a norte-americana. "E quando se trata de moda, você não quer ser um infrator reincidente. Então vai demorar um pouco para que eu use novamente".

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Faberg
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