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Nível dos dois últimos jogos anima Djokovic em NY
04/09/2018 às 02h21

Sérvio vem de duas vitórias seguidas em sets diretos

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Garantido nas quartas de final do US Open, Novak Djokovic está bastante satisfeito com nível apresentado nos dois últimos jogos. Depois de precisar de quatro sets em cada uma das duas primeiras rodadas, contra Marton Fucsovics e Tennys Sandgren, o sérvio vem de duas vitórias mais tranquilas sobre Richard Gasquet e João Sousa.

"Senti que nas primeiras rodadas, eu ainda estava um pouco abaixo do meu nível e não era tão consistente", disse após sua vitória por 6/3, 6/4 e 6/3 sobre Sousa pelas oitavas de final. "Então no último jogo contra o Gasquet, e também hoje, foi muito bom. Então estou muito satisfeito com o meu jogo neste momento. Chego às quartas de final pronto para ter um bom desempenho".

Djokovic também falou sobre o atendimento médico que precisou no início do terceiro set. O sérvio confirmou ter sofrido com os efeitos do calor e da umidade em Nova York. "Sim, foi um pouco por isso. O calor era uma adversidade hoje, mas é assim que as coisas são. Já passei por isso na primeira rodada, sei que não é fácil jogar nessas condições. Ao mesmo tempo, não há que você possa fazer a não ser se manter firme e encontrar um jeito de vencer".

Diante da possibilidade de enfrentar Roger Federer nas quartas de final do US Open, o que acabou não se confirmando por conta da derrota do suíço para o australiano John Millman no complemento da rodada desta segunda-feira, o sérvio foi perguntado sobre suas principais memórias da longa rivalidade com o suíço. Depois de sofrer nos primeiros duelos, ele conseguiu reverter o quadro nos últimos anos e atualmente lidera o retrospecto de 46 jogos por 24 a 22, com vitórias nos tês últimos jogos.

"Nos primeiros anos da minha carreira, eu perdi mais para Roger do que ganhei em termos de grandes jogos. Ele sempre foi muito bem nos jogos e nos torneios mais importantes", disse Djokovic, que havia perdido sete dos primeiros dez jogos contra o suíço. "Parecia que ele nunca baixava nível do seu tênis. E para mim, no início da minha carreira profissional, eu estava lutando para ter essa consistência de alto nível".

"Tive que sentar com minha equipe e descobrir o que era preciso para vencê-lo, o que precisava melhorar no meu jogo, na minha abordagem mental e na capacidade de lidar com a pressão nesses momentos e tentar prevalecer. Esse foi provavelmente um dos maiores desafios que eu já tive na minha carreira", avalia o jogador de 31 anos, que venceu sete dos últimos dez encontros.

Bicampeão do US Open nos anos de 2011 e 2015, Djokovic busca sua 11ª semifinal seguida em Nova York e a 33ª semi de Grand Slam da carreira. O sérvio de 31 anos levou a melhor no único duelo anterior que fez contra Millman, jogador de 29 anos e 55º colocado. O encontro foi recente, disputado em junho último, na grama londrina de Queen's.

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