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Schiavone planeja seguir no circuito como treinadora
06/09/2018 às 16h38

Schiavone garante que ainda ama o esporte

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - Embora tenha anunciado o fim de sua carreira como jogadora profissional na última quarta-feira, Francesca Schiavone não deve ficar longe do circuito. A italiana de 38 anos tem como meta para os próximos anos formar uma carreira como treinadora. Atualmente Schiavone já vinha atuando neste segmento em Miami.

"Meu coração ainda bate por este esporte. Vou encontrar uma maneira de me expressar para que eu possa transmitir algumas coisas boas e lutar de uma maneira diferente", disse Schiavone, durante entrevista coletiva em Nova York.

"O mais importante é que eu gosto de fazer isso, adoro ser técnica. Não sei porquê. Eu não deveria! Eu gostaria de não querer fazer isso, mas eu nasci para ficar na quadra e, digamos, 'ficar suja' Esta é a parte suja deste esporte. Um cargo de gerência ou algo longe da quadra, onde nós damos tudo, não é a minha área", explica a ex-top 5 e campeã de Roland Garros em 2010.

"Eu sempre senti uma grande paixão e grande amor por esse esporte. Sempre gostei de lutar e de ter um desafio", afirma a italiana, que foi a primeira mulher de seu país a conquistar um título de Grand Slam em simples. "O desafio leva você a avançar e superar seus limites, através de coisas fantásticas e de coisas ruins. As frustrações estão sempre atrás da porta neste esporte".

"Vou sentir falta da rotina que eu tive, de acordar de manhã, sabendo o que tinha que fazer. Você passa por algo que é lindo, mas também é dolorido. É sempre uma mistura de coisas boas e ruins, mas é isso que eu sempre amei", comenta a vencedora de oito títulos no circuito.

Schiavone fez parte de uma ótima geração do tênis feminino italiano, junto com Flavia Penetta que foi campeã do US Open em 2015, além de Roberta Vinci e Sara Errani, vencedoras de todos os Grand Slam de duplas juntas e ambas finalistas de Slam em simples. As quatro italianas chegaram ao top 10 em diferentes estágios de suas carreiras e conquistaram três títulos da Fed Cup juntas.

"Tivemos sucesso porque éramos diferentes. Não apenas no forehand ou no backhand, mas em habilidades, táticas e estratégias. Você tem que encontrar a solução quando há um problema. É uma mistura de talento e com muito trabalho".

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