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Osaka alcança primeira final de Slam e faz história
06/09/2018 às 23h41

Osaka é a primeira japonesa em uma final de Grand Slam

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - Pela primeira vez na história, uma jogadora japonesa disputará uma final de Grand Slam. A autora da façanha é a jovem de 20 anos Naomi Osaka, que voltou a ter uma atuação consistente para alcançar a decisão do US Open. Em jogo de apenas 1h25, Osaka venceu a norte-americana Madison Keys por 6/2 e 6/4.

Antes da final alcançada por Osaka, as melhores campanhas obtidas por mulheres japonesas em Grand Slam foram as semifinais Kazuko Sawamatsu no Australian Open de 1973 e de Kimiko Date, que chegou à penúltima rodada do Australian Open de 1994, de Roland Garros em 1995 e de Wimbledon em 1996. Nascida em outubro 1997, Osaka sequer pôde assistir às grandes campanhas de Kimiko.

Em busca do inédito título de Grand Slam, Osaka terá a missão de enfrentar Serena Williams no próximo sábado às 17h (de Brasília). A jovem japonesa já venceu Serena uma vez este ano, na primeira rodada do WTA Premier de Miami. Na ocasião, Serena só disputava o segundo torneio depois da gravidez, enquanto Osaka vinha embalada pelo título de Indian Wells na semana anterior.

A vitória desta quinta-feira também serviu como uma revanche para Osaka, que havia perdido os três duelos anteriores contra Keys. Uma dessas partidas aconteceu no mesmo Arthur Ashe Stadium, na terceira rodada de 2016, quando a japonesa venceu o primeiro set e liderou o segundo por 5/1 antes de permitir a virada.

Atual 19ª colocada no ranking, Osaka certamente terá o melhor ranking da carreira depois do US Open. Com os 1.300 pontos já garantidos, ela salta para a inédita 12ª colocação. Caso conquiste o primeiro título de Grand Slam da história do Japão, ela certamente debutará no top 10.

Osaka chega à final tendo perdido apenas 28 games no US Open e com tempo médio em quadra na casa de 1h13 em cada um de seus seis jogos em Nova York. A jovem japonesa perdeu apenas um set no torneio, na vitória diante da bielorrussa Aryna Sabalenka.

No encontro entre duas jogadoras que batem forte na bola, Osaka fez um jogo inteligente diante de uma adversária extremamente agressiva. A japonesa soube movimentar a anfitriã no fundo de quadra e fazer com que Keys tivesse que bater muitas bolas na corrida partindo para a definição dos pontos, o que não deu certo e causou um elevado número de erros. Durante o set inicial, Osaka só precisou de dois winners e 11 erros não-forçados, enquanto Keys teve mais que o triplo de erros, 18 no total, em relação a seus cinco winners 5.

Com uma quebra logo no início do segundo set, a japonesa ficou um pouco mais perto da vitória. Aos poucos, Keys conseguiu se recolocar no jogo, sendo mais consistente do fundo de quadra e firme nos games de serviço. Houve momentos em que a norte-americana era a melhor jogadora em quadra e pressionava frequentemente nos games da japonesa, mas Osaka fechava a porta e salvou todos os 13 break points que enfrentou na partida, com aces, saques não retornados e muitas vezes com erros da adversária. Por mais que Keys tenha liderado nos winners por 23 a 12, a norte-americana também cometeu 32 erros contra 20 da japonesa.

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