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Djokovic mantém escrita e alcança sua 8ª final em NY
07/09/2018 às 22h32

Djokovic encara Del Potro em busca de seu 14º título de Grand Slam na carreira

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - Diante de um de seus maiores 'fregueses' nos últimos anos, Novak Djokovic manteve a escrita contra Kei Nishikori e garantiu vaga na final do US Open. O sérvio marcou a 15ª vitória em 17 jogos diante do japonês e ampliou sua invecibilidade para 14 jogos depois de marcar as parciais de 6/3, 6/4 e 6/2 na semifinal disputada na nesta sexta-feira. A última derrota de Djokovic para Nishikori foi há quatro anos, em outra semifinal do US Open, durante a campanha do japonês para sua única final de Grand Slam. Desde então, o sérvio perdeu apenas cinco sets para o rival.

Em busca de seu terceiro título em Nova York, Djokovic enfrenta às 17h (de Brasília) do próximo domingo o argentino Juan Martin del Potro, campeão do Grand Slam americano em 2009. O sérvio lidera por 14 a 4 o retrospecto contra o jogador de 29 anos e atual número 3 do mundo. Nas duas vezes em que eles se enfrentaram pelo US Open, Djokovic venceu em sets diretos, na terceira rodada de 2007 e nas quartas de final de 2012.

Dono de 13 troféus de Grand Slam na carreira, dois deles no US Open em 2011 e 2015, Djokovic disputará a 23ª final em competições deste porte, sendo a oitava em Nova York. O jogador de 31 anos está em sua 13ª participação e ficou com o vice-campeonato nos 2007, 2010, 2012, 2013 e 2016. Quarto maior vencedor de títulos de Slam, o sérvio precisa de mais um troféu para se igualar ao norte-americano Pete Sampras, terceiro dessa lista. Seus principais rivais, Roger Federer com 20 e Rafael Nadal com 17, são também os recordistas nesta estatística.

Djokovic venceu todos os Grand Slam de sua carreira com a presença de Marijan Vajda na equipe. O técnico esteve com o sérvio entre os anos de 2006 e 2017. No ano passado, o ex-número 1 fez mudanças no time ao atuar com Andre Agassi e Radek Stepanek, mas Vajda retornou ao grupo durante a temporada de saibro. O primeiro fruto da retomada da parceria foi a conquista de seu quarto título de Wimbledon no mês de julho.

Ex-número 1 do mundo, Djokovic iniciou o US Open ocupando o sexto lugar do ranking mundial e sem pontos a defender, já que não atuou em todo o segundo semestre do ano passado por lesão no cotovelo direito. Com os 1.200 pontos já garantidos, o sérvio já garantiu a volta ao grupo dos quatro primeiros do ranking e pode tomar a terceira posição de Del Potro se for campeão pela terceira vez em Nova York.

Ainda que os estilos de jogo de Djokovic e Nishikori sejam parecidos quando jogam na quadra dura, o sérvio mostra superioridade em praticamente todos os recursos. Como já era esperado, o jogo começou com muitas trocas de bola, mas logo de cara o ex-número 1 mostrou muito mais consistência e coragem de mudar de direção, enquanto o japonês raramente ousou. Assim, sérvio já conseguiu uma quebra para liderar por 2/0. No saque, Djokovic foi implacável durante o primeiro set, ao não enfrentar break points e ceder apenas quatro pontos em seus games e não dar chances de reação ao japonês, que cometeu 13 erros não-forçados na parcial.

O segundo set começou com um game de 13 minutos, em que Nishikori precisou lutar heroicamente para não ceder uma quebra precoce. Na sequência, o japonês perdeu uma grande chance de equilibrar as ações ao não aproveitar os dois break points que teve em um game com duas duplas faltas do sérvio. Com um saque pouco eficiente diante do melhor devolvedor do tênis, Nishikori não conseguia mandar na maioria dos pontos em seus games de saque e a quebra foi inevitável no quinto game. Depois disso, Djokovic faria três games de saque muito seguros até o fim do set, perdendo apenas mais dois pontos.

Uma quebra a favor do sérvio no início do terceiro set já deixou Nishikori de cabeça baixa, especialmente após cometer tantos erros no game em que perdeu o saque. O sérvio não enfrentou break points na última parcial e cedeu apenas seis pontos em seus games de serviço. O jogo ficou praticamente definido com mais uma quebra no sétimo game, mas ainda deu tempo para que Djokovic marcasse uma bola espetacular no match point para consolidar sua expressiva vitória.

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