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Slams podem ter 8 campeãs distintas como há 80 anos
08/09/2018 às 00h00

Uma vitória de Osaka provocaria uma sequência de campeãs que não acontece desde 1937 e 1938

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Uma das marcas que melhor simbolizam o momento de grande equilíbrio no circuito feminino é o grande número de campeãs de Grand Slam diferentes nos últimos anos. Na véspera da final do US Open entre Serena Williams e Naomi Osaka, marcada para às 17h (de Brasília) deste sábado, uma eventual vitória vitória japonesa pode provocar uma série de campeãs distintas que não acontece há oitenta anos.

Desde o Australian Open de 2017, sete mulheres diferentes conquistaram troféus de Grand Slam. Serena foi campeã em Melbourne, a letã Jelena Ostapenko triunfou em Roland Garros, a espanhola Garbiñe Muguruza venceu na grama de Wimbledon e a anfitriã Sloane Stephens conquistou a edição passada do US Open. Já em 2018, Caroline Wozniacki e Simona Halep obtiveram os primeiros troféus de Grand Slam de suas carreiras na Austrália e em Paris. Já em Wimbledon, a canhota alemã Angelique Kerber derrotou Serena na final para ampliar a série de campeãs diferentes.

É certo que o ano de 2018 será mais um com quatro campeãs diferentes. Esta é a 25ª temporada na história do tênis feminino e a 12ª na Era Aberta com diferentes vencedoras de Grand Slam. Na atual década, já foram quatro ocasiões, repetindo o que já aconteceu nos anos de 2011, 2014 e 2017.

A última vez que duas temporadas apresentaram oito campeãs diferentes aconteceu no biênio de 1937 e 1938. Em casa, a australiana Nancye Wynne Bolton deu início à série. No mesmo ano, a alemã Hilde Krahwinkel Sperling venceu Roland Garros, a britânica Dorothy Round foi campeã de Wimbleon e Anita Lizane dando o único título de Grand Slam da história do Chile no US Open. Já na temporada seguinte, os títulos ficaram com a australiana Dorothy Bund, com a francesa Simonne Mathieu, com a britânica Helen Wills Moody e com a norte-americana Alice Marble.

Desde então, até houve uma sequência com oito campeãs diferentes, mas em um período que compreende a edição 2004 de Roland Garros e a de 2006 do Australian Open, com Anastasia Myskina, Maria Sharapova, Svetlana Kuznetsova, Serena Williams, Justine Henin, Venus Williams, Kim Clijsters e Amelie Mauresmo.

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