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Naomi diz que não é de gastar e nem muito social
09/09/2018 às 09h46

Nova York (EUA) - Naomi Osaka, cabeça de chave 20, realizou não só o sonho de jogar com sua ídolo, mas também derrotou Serena Williams por 6/2 e 6/4, em 1h19, conquistando aos 20 anos o US Open, seu primeiro título de Grand Slam. Esta é a quarta vez na Era Aberta que uma jogadora com a cabeça 10 ou acima disso ganha o US Open, juntando-se Naomi Osaka à convidada belga Kim Clijsters (2006), à italiana Flavia Pennetta (cabeça 26 em 2015) e à norte-americana Sloane Stephens, no ano passado, que nem figurava entre as pré-classificadas.

Naomi Osaka, nasceu na cidade que leva como sobrenome, filha de mãe japonesa e pai haitiano. Veio com a família para os Estados Unidos aos 3 anos de idade. Depois foi para Boca Raton, na Flórida, para seguir o sonho de fazer carreira no tênis, inspirada por Serena Williams. Ela tem dupla cidadania. "No terceiro ano da escola, fiz um trabalho sobre ela, eu o colori e tudo o mais. Queria ser como ela”, lembrou. Apesar do incidente de Serena com o árbitro, a japonesa disse que "nada vai mudar para ela”, que continua amando Serena. “Ela foi realmente legal comigo na rede e no podium." Na cerimônia de premiação, Naomi destacou a presença de sua mãe. “Minha mãe sacrificou-se muito por mim e significa muito para ela ter vindo ver porque normalmente ela não vem.” Ela comentou que seu pai também não costuma vir aos jogos.

Durante a entrevista, perguntaram sobre seu relacionamento com o técnico Sascha Bajin, ex-parceiro de treinos de Serena, que começou a trabalhar com ela no começo desta temporada e a ajudou a subir do 68º ao 19º lugar do ranking mundial. "Quando você o conhece, sabe que ele é realmente uma ótima pessoa, positiva. Isso é importante para mim porque tendo a ficar para baixo com frequência. Esta foi uma das razões que me fizeram escolhê-lo.”

No Japão, sua campanha em Nova York repercutiu durantes as duas semanas da competição. Tanto ela quanto Kei Nishikori foram notícia. Embora não fale bem o japonês, Naomi conta com a simpatia dos compatriotas por seu esforço em aprender o idioma. Ela é uma dos muitos esportistas mestiços que estão desafiando a ideia de um Japão homogêneo racialmente. “O japonês dela não é bom, certo? Mas o jeito como ela tenta falar em japonês é tão bonitinho”, disse Yukie Ohashi, uma senhora de 41 anos moradora em Tóquio. Suas respostas às vezes divertidas também ganharam a imprensa local, segundo o jornal Asahi. E apesar de não falar bem o idioma natal, Naomi mostra suas raízes em suas atitudes, como o jeito japonês de cumprimentar as pessoas, e ela aprecia a cultura japonesa quando passa longas férias no país, hábito que não pretende mudar. “Ela é uma heroína da qual o Japão pode se orgulhar”, escreveu o jornal Yomiuri.

Osaka ganhou prêmio no valor de US$ 3.8 milhões. Ao ser perguntada o que faria, comentou: "Não sou de gastar dinheiro comigo. Para mim, se minha família está feliz, eu estou feliz. Quando vejo minha irmã, porque ela está indo para Tóquio, para mim é o maior dos presentes." A comemoração pelo título, aparentemente, será simples e bem caseira. Ela comentou que ainda é muito nova para beber. "Não sou realmente uma pessoa tão social. Talvez, eu vá jogar vídeo games. Não sei."

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