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WTA ataca decisão do juiz na final feminina
09/09/2018 às 22h00

WTA acredita que juiz da final do US Open teve comportamento diferente por ser uma partida feminina

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Depois de muita polêmica, o comportamento do juiz de cadeira da final feminina do US Open, o português Carlo Ramos, foi criticado pela WTA neste domingo. A entidade se colocou ao lado das atletas e disparou contra a forma como o árbitro de cadeira comandou a partida entre a norte-americana Serena Williams e a japonesa Naomi Osaka.

Em comunicado assinado pelo seu presidente, Steve Simon, a entidade desaprovou a condução do juiz no momento em que deu uma advertência para Serena por receber orientação do seu treinador. A norte-americana depois quebrou uma raquete, quando levou uma punição de um ponto e por fim perdeu um game inteiro ao discutir com o árbitro e acusá-lo de lhe ter roubado um ponto.

“A final do US Open de ontem (sábado) resultou em uma merecida nova campeã, Naomi Osaka, cujo feito é aplaudido pela WTA. Mas também se colocou a questão sobre padrões diferentes aplicados pela arbitragem a homens e mulheres nas partidas. A WTA acredita que não deve haver diferença na tolerância independente do gênero e está comprometida a trabalhar para que todos tenham o mesmo tratamento. Não acreditamos que isso aconteceu ontem à noite”, disse o comunicado.

“Também pensamos que a questão da comunicação dos técnicos com as jogadoras precisa ser discutida no nosso esporte. A WTA apoia a entrada dos técnicos na quadra. A partida de ontem expôs uma das novas estrelas do tênis e uma das maiores jogadoras de todos os tempos. Aguardamos por novos duelos eletrizantes entre as duas e esperamos que não se repita nunca mais o que houve naquela partida”, acrescentou a entidade que comanda o circuito feminino.

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