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Quero continuar fazendo história, diz Djokovic
09/09/2018 às 23h46

Djokovic lembrou dos momentos difíceis que passou, mas diz que agora prefere pensar no presente

Foto: Site oficial

Nova York (EUA) - Novak Djokovic igualou a marca de Pete Sampras e agora divide com o norte-americano a terceira posição entre os tenistas que mais títulos de Grand Slam venceram em toda a história, com 14. O sérvio de 31 anos e agora novamente terceiro do ranking, no entanto, está animado.

"Quero seguir fazendo história, quem sabe a maior possível", afirmou. "O passado pode nos ensinar muito, mas quero dirigir minha energia para o presente. Não gosto de comparar uma temporada com a outra. Minha equipe sabe tudo que passei. Só quero trabalhar duro e seguir evoluindo".

Nole recordou as dificuldades que encarou. "Minha vida deu uma guinada de 180 graus em seis meses. Me custou muito recuperar meu nível, mas também aprendi muito nesse período. Meus dois últimos meses têm sido uma loucura". O sérvio conquistou Wimbledon, Cincinnati e US Open, três torneios de peso, derrotando nomes como Rafael Nadal, Roger Federer e Juan Martin del Potro.

"Agradeço ao apoio de minha mulher e da pequena equipe que tem estado comigo nos momentos complicados. Com tudo que passei, a cirurgia (no cotovelo) no início deste ano, entendo o que passou Juan Martin com suas operações. Aprende-se muito na adversidade, quando as coisas estão ruins e não funcionam como gostaria", afirmou Djokovic. "Tirei o melhor de mim nesses momentos difíceis para seguir em frente e me encontrar na situação que estou agora".

Questionado sobre esses momentos de dúvida que teve, ele destacou uma situação especial: "Lembro de quando fui caminhar com minha esposa depois de Roland Garros. Nos sentamos e olhamos o mundo dessa perspectiva. Recordei as emoções que o tênis me havia dado e deixei que viesse uma nova inspiração. Acho que foi o novo começo".

Sobre o comportamento do público, que pareceu claramente favorável a Del Potro, o sérvio levou na esportiva: "Parecia uma partida de futebol entre torcidas argentina e sérvia. Quando cantavam 'olé olé olé olé', eu me imaginava que estava cantando 'Nole Nole Nole Nole' para em animar", revela.

Quanto à polêmica final feminina, Djokovic se colocou ao lado de certa forma ao lado de Serena Williams. "Creio que todos estavam em uma posição complicada. O árbitro de cadeira não deveria ter levado Serena até aquele ponto e isso poderia ter mudado o curso da partida. Mas não vejo homens e mulheres terem tratamento diferente nos Grand Slam", opinou.

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