Notícias | Dia a dia | US Open
Navratilova critica Serena em artigo no NY Times
10/09/2018 às 15h16

Serena acusou árbitro da final de sexismo

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - A cada dia que passa mais e mais pessoas dão suas opiniões sobre o ocorrido na final feminina do US Open, no último sábado, em que a norte-americana Serena Williams, no decorrer da partida, travou uma discussão com o juiz. Ela acabou levando três advertências: na primeira foi só o aviso, na segunda perdeu um ponto e na última um game inteiro.

Serena saiu indignada de quadra, acusou depois o árbitro de cadeira, o português Carlos Ramos, de sexismo e acabou gerando uma enorme polêmica. Entidades como ITF, USTA e WTA já se manifestaram sobre o assunto e divergiram sobre a situação. Quem também avaliou o caso foi a tcheca naturalizada norte-americana Martina Navratilova.

Ex-número 1 do mundo, Navratilova foi firme e não passou a mão na cabeça de Serena em um artigo publicado no New York Times. Ela começou enaltecendo a figura da caçula das irmãs Williams, mas em seguida apontou seu erro de comportamento na final contra a japonesa Naomi Osaka, que acabou conquistando seu primeiro Grand Slam.

“Em seus protestos contra o árbitro durante a final do US Open no sábado, ela também errou. Não acredito que seja uma boa ideia aplicar um padrão de ‘se os homens podem se safar, as mulheres também deveriam’. Ao contrário, acho que a pergunta que temos que fazer é a seguinte: ‘o que é certo e qual a maneira de se comportar para honrar o nosso esporte e respeitar os nossos adversários?’”, escreveu.

Navratilova entendeu o ponto de Serena, que se sentiu injustiçada por achar estar sendo acusada de trapaceira, mas destacou que foi neste momento que ela perdeu a linha. “Grande parte do problema se concentrou no que aconteceu quando Williams confrontou o Sr. Ramos pela segunda vez, exigindo um pedido de desculpas e chamando-o de ladrão”, observou a ex-tenista profissional.

“É difícil saber, e discutível, se Serena poderia não ter sido penalizada por chamar o juiz de ladrão se fosse um jogador do sexo masculino, mas focar nisso eu acho que não é o certo. Não devemos nos medir tendo em base o que achamos que deveríamos poder fazer e sim no que somos capazes de fazer. Houve muitas vezes em que eu estava jogando e queria quebrar minha raquete em mil pedaços, mas então pensava nas crianças assistindo e me segurava”, completou.

Por fim, Navralitova elogiou o comportamento de Serena na hora da premiação, quando agiu de maneira “verdadeiramente inspiradora”. Ela ainda falou que está ansiosa para um novo encontro entre a norte-americana e a jovem japonesa.

Comentários