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'É uma situação chata', resume árbitro português
12/09/2018 às 11h45

Carlos Ramos foi acusado de sexismo por Serena

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Árbitro da final feminina do US Open e responsável por protagonizar com a norte-americana Serena Williams a grande polêmica do sábado, em que impôs três advertências à ex-número 1 do mundo, a última delas custando um game inteiro, o português Carlos Ramos falou brevemente sobre sua atuação na partida e se mostrou seguro das atitudes que tomou.

Amigo pessoal do juiz, o jornalista português Miguel Seabra publicou uma matéria no Tribuna Expresso, em que afirma que o árbitro está seguro da sua atuação, mas explica que ele não pode ser citado sobre o encontro nem sobre a polêmica em si. “Estou bem, tendo em conta as circunstâncias. É uma situação chata, mas arbitragem ‘à la carte’ não existe", resumiu Carlos Ramos.

Por causa da atuação do árbitro português na final do US Open, em que ele primeiro deu uma advertência de ‘coaching’ (instrução do técnico) para Serena, depois uma por abuso de material, quando esta quebrou uma raquete, e por fim uma por desrespeito ao juiz, após a norte-americana chamá-lo de ladrão, Ramos foi acusado de sexismo por alguns que acreditam que ele não teria a mesma postura caso fosse um jogo do masculino.

“Conheço Carlos Ramos há 30 anos, é uma das melhores pessoas e uma das pessoas mais justas que conheço. A Serena perdeu a cabeça e puxou por ângulos que nunca devia ter puxado. Tentarem fazer disto um problema de sexismo ou racismo está para além da minha compreensão”, defendeu Seabra em sua matéria.

“Ele sempre foi um árbitro que fez valer os regulamentos de modo justo diante de estrelas masculinas como Rafael Nadal e Novak Djokovic, por coaching ou violações de tempo. Serena não lhe deu qualquer margem com o seu comportamento”, complementou o jornalista português.

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