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Ferrer decide calendário de despedida em 2019
15/09/2018 às 10h29

Ferrer se tornou pai em maio deste ano

Foto: Arquivo

Jávea (Espanha) - David Ferrer não jogará mais nesta temporada. O espanhol de 36 anos já anunciou aposentadoria e escolheu um pequeno calendário de despedida em 2019 antes de se dedicar exclusivamente à academia que leva seu nome.

"Devo encerrar em Barcelona e Madri, antes jogarei torneios em Auckland, Buenos Aires e Acapulco", revela o veterano tenista de 36 anos, que pretende jogar duplas ao lado de Garbiñe Muguruza, ao site Jávea.com.

Dono de 27 títulos de ATP, ele lembrou o começo da carreira. "Quando tinha 16 anos, sempre tive dúvidas. Era um dos melhores da Espanha entre os 14 e 15, mas quando você passa aos adultos não ganha mais tantas partidas e ainda entram as dúvidas. Aos 21, quebrava raquetes e não me comportava bem", lembrou.

Quem fez a diferença foi seu irmão Javier, três anos mais velho. "Foi ele quem abriu o caminho. Resolveu ser treinador e isso me ajudou muito. No auge, Ferrer chegou ao terceiro lugar do ranking.

A decisão de encerrar a carreira vem em função do físico. "Tenho um problema crônico no tendão de Aquiles, não consigo jogar mais do que duas partidas seguidas. Decidi então me aposentar há dois meses e estou feliz, porque me vejo preparado para isso. Terei mais tempo para ficar em casa". Ele está casado com Marta e tem um filho, Leo.

Ele destaca o papel de Rafael Nadal na sua carreira. "Ele me ajudou muito a evoluir, assim como aconteceu na época de Juan Carlos Ferrero. Vejo lado positivo. Rafa e Roger (Federer) me fizeram ter ambição de ir longe.

Em seu último Grand Slam, Ferrer enfrentou justamente Nadal no US Open. "Foi um presente ter enfrentado Rafa, estava jogando bem e consegui uma quebra no segundo set, mas sofri uma ruptura que me forçou a abndonar. Nunca havia me retirado num Slam", lamentou o vice de Roland Garros, em 2013.

Por fim, Ferrer aprova as mudanças na Copa Davis, que passarão a vigorar em 2019. "Gostei da ideia de se jogar todo o torneio numa semana. Isso permitirá se preparar melhor, mas falta ajustar o calendário. É um avanço".

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