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Wozniacki e Keys dizem entender reação de Serena
25/09/2018 às 17h47

Wozniacki acredita que o árbitro poderia ter dado um 'soft-warning'

Foto: Divulgação

Wuhan (China) - As punições impostas a Serena Williams na final do US Open e a acusação da ex-número 1 do mundo de que o árbitro português Carlos Ramos teria tido agido de forma sexista contra a norte-americana seguem comentadas por outras colegas de circuito feminino. Nomes como Caroline Wozniacki e Madison Keys não chegaram a defender a atitude de Serena, mas admitiram entender a reação da veterana de 36 anos.

"Conhecendo Serena pessoalmente, sei que isso também pareceu um ataque muito pessoal", disse Madison Keys, durante entrevista coletiva em Wuhan, onde disputa torneio de nível Premier. "Podemos lembrar de coisas no passado e ver como outras situações foram tratadas, especificamente neste US Open".

"Acho que foi uma experiência realmente infeliz, e que devemos olhar mais de perto e ver se há um problema maior. Se houver, é algo que precisa ser abordado", acrescenta a jogadora de 23 anos e número 18 do mundo.

Keys também lamentou que o ocorrido tenha ofuscado o título de Naomi Osaka em Nova York. "A situação toda foi extremamente lamentável, especialmente para Naomi, que estava jogando tão bem quando tudo aconteceu. As primeiras palavras que saíram da sua boca depois que ela ganhou seu primeiro Grand Slam foram 'Desculpas'. Eu me senti muito mal por ela".

Já Wozniacki cita o histórico de Serena de nunca ter recebido outras violações por coaching e acredita que o árbitro poderia ter lidado com a situação dando o chamado 'soft-warning', quando ele comenta a situação em uma virada de lado antes de advertir o jogador sobre algum desvio de conduta.

"Quem conhece a Serena e acompanha sua carreira sabe ela nunca recebeu coaching. Ela nem pede o treinador na quadra", disse a número 2 do mundo. "Acho que um grande árbitro - e você obviamente tem que ser um deles para estar na final - deve estar ciente dessa situação. Você deve estar ciente de que Serena não é uma daquelas pessoas que fica olhando para o box e se comunicando com o técnico".

"Na minha opinião, acho que nessa situação ele provavelmente deveria ter dado a ela um soft-warning. Se ele sentisse que o time continuasse fazendo sinais, aí você precisa fazê-los parar. Isso é, na meu opinião, a maneira como os árbitros costumam fazer", comenta a jogadora de 28 anos. "Essa regra fica uma espécie de zona cinzenta. Acho que ela deveria ser mais rígida, mas ser a mesma a cada partida. Ou então poderia ter falado as duas jogadoras e os técnicos antes jogo: 'Serei muito rigoroso hoje, e não vou tolerar nada'. Isso também é OK".

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