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Edberg: 'Não devo treinar ninguém depois de Federer'
30/09/2018 às 12h15

Edberg esteve com Federer entre 2014 e 2015

Foto: Arquivo

Nova Deli (Índia) - Ídolo de infância do suíço Roger Federer, o sueco Stefan Edberg esteve trabalhando ao lado do dono de 20 títulos de Grand Slam durante duas temporadas, entre 2014 e 2015, e desde então seguiu acompanhando o ex-pupilo de longe. Em entrevista ao India Today, ele afirmou que não pretende voltar ao posto de treinador, mas aceitaria pensar em outras colaborações.

“Acho que tive dois ótimos anos com Roger e não sei se gostaria de voltar a essa rotina porque é muito exigente, como você sabe. Eu adoraria estar por perto, mas em uma função diferente”, disse Edberg. “Como treinador principal você precisa viajar bastante e eu não estou preparado para isso. Você também precisa da paixão por isso e talvez eu não a tenha no momento”, acrescentou o sueco.

No período de parceria com Edberg, o tenista da Basileia chegou a ocupar a vice-liderança do ranking, venceu 11 títulos, sendo três deles em Masters 1000, mas acabou falhando nos Grand Slam, tendo como melhor desempenho os vice-campeonatos de Wimbledon e do US Open, ambos em 2015. Federer também foi duas vezes vice do ATP Finals ao lado do sueco.

Perguntado se alguma vez sentiu necessidade de mudar a si mesmo para encarar a função de treinador, Edberg garantiu que não foi preciso. “É muito fácil ser eu mesmo, sempre fui um cara legal”, afirmou o ex-número 1 do mundo e dono de seis títulos de Slam, que também destacou a importância de caras mais expansivos, como os norte-americanos John McEnroe e Jimmy Connors

“Claro que há muitos personagens, como McEnroe e Connors. O tênis precisa de personagens diferentes, é bom para o jogo. Você sempre precisa do cara bom e do cara mau ou o que você quiser chamá-lo”, finalizou o sueco de 52 anos.

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